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  31. Borussia Dortmund
  32. Chelsea
  33. Inter de Milão
  34. Juventus
  35. Liverpool
  36. Manchester City
  37. Manchester United
  38. Milan
  39. PSG
  40. Real Madrid

Torcida da Fé: O que esperar do Tricolor em 2014

Ó Tricolor, o "time da fé", nunca esta alcunha lhe caiu tão bem quanto agora. Nuvens negras pairam sobre seu futuro, neste que é o começo de ano mais difícil para seu torcedor desde o início do século. 2013 foi pífio: eliminações no Paulista, Libertadores e Sul-Americana, além da perda do título da Recopa (que ninguém se lembra mais) e do quase rebaixamento no Brasileirão (buraco do qual você saiu dignamente, sem CBF nem STJD). Apesar disso, o novo ano começa ainda mais complicado: jogadores importantes foram embora, somente Luis Ricardo chegou e o ambiente político está cada vez mais quente por aí. Ainda assim, o são-paulino tem motivos para contar com algumas alegrias em 2014. Vejamos o porquê.


1. O Número 1

Um bom time começa com um bom goleiro, e você tem o melhor - mea culpa de quem já defendeu a aposentadoria do M1to em outro artigo. Nunca o time precisará tanto das preleções emocionadas de Rogério Ceni antes de cada partida quanto neste ano (algumas disponíveis no canal São Paulo FC do Youtube). O eterno capitão tem a alma tricolor e sabe inflamar os companheiros, principalmente naqueles jogos menos importantes, em que é mais fácil o jogador se dispersar. É preciso considerar também que o ano de 2014 é derradeiro: o goleiro terá sua última temporada como atleta e fará de tudo para deixá-la marcada em sua história com a conquista de um título.

2. Aqui É Trabalho, Meu Filho!

Rogério Ceni é a autoridade máxima tricolor... dentro das quatro linhas. Na hora em que a bola rola, ninguém grita mais alto do que Muricy, nem mesmo o maior ídolo da história do SPFC. Se tem um técnico no Brasil com moral para, ao mesmo tempo, dar ordens e ser respeitado por todo o elenco, esse cara está sentado no seu banco de reservas. Sentado, claro, é força de expressão: geralmente é de pé, na área técnica, gritando e gesticulando, que ele passa a maior parte do tempo de jogo. Em 2014, muita saúde pro professor Muricy aguentar o tranco.

3. Novos Ares

O conturbado cenário político nos bastidores pode, a médio prazo, ser-lhe benéfico. Depois de três mandatos, é nítido o desgaste de Juvenal Juvêncio. O fortalecimento da oposição e a renovação de sua presidência em abril deste ano podem oxigenar seus corredores e significar um novo fôlego para o time dentro de campo.

4. Imagina na Copa

Se nada estiver dando certo até o meio do ano, a janela proporcionada pela Copa do Mundo garantirá tempo de descanso, recuperação física e treinamentos táticos para seu elenco. Será como uma pré-temporada dentro da temporada. Em 2010, a parada da Copa prejudicou-lhe um bocado, mas o momento era outro: o time estava bem armado e embalado quando, na volta, foi eliminado pelo Inter de Porto Alegre na Libertadores. Agora a realidade é outra: a equipe, ainda em formação e com elenco enxuto, pode beneficiar-se de um segundo período de treinos e preparação antes de encarar os importantes compromissos do segundo semestre.

5. Tudo Novo De Novo

Jadson, Paulo Henrique Ganso, Osvaldo e Luís Fabiano. Em diferentes épocas, cada integrante desse seu quarteto de ataque já foi considerado um craque ou, pelo menos, um grande jogador com chances de vestir a camisa da seleção brasileira. Jadson oscila boas e más atuações; Ganso fez sua melhor temporada com a camisa tricolor no ano passado; Osvaldo não repetiu o futebol de 2012; e Luís Fabiano é Luís Fabiano, o craque artilheiro imprevisível que costuma complicar as coisas pro seu próprio lado em jogos decisivos. Se esses quatro atletas jogarem em alto nível ao mesmo tempo, seu ataque pode se tornar um dos mais eficientes e temidos do Brasil.

6. Eu Acredito É na Rapaziada

Sob a orientação de Rogério Ceni e amparados pelo experiente e talentoso quarteto de ataque já citado, o ambiente estaria propício para que seus jovens talentos possam amadurecer o bom futebol já apresentado em outras oportunidades. É o caso de Wellington, Rodrigo Caio e Ademilson, por exemplo, que por vezes recebem críticas injustas, ao serem cobrados como se já fossem veteranos. Alguns de seus garotos que hoje disputam a Copinha também merecem oportunidades. É o caso do meia Boschilia, do atacante Ewandro e do lateral Auro (saiba mais aqui). Seja como for, cuidado, meu São Paulo: não jogue os meninos na fogueira, que eles acabam se queimando.

7. #TimeDaFé

Ainda que os ídolos Rogério Ceni e Muricy Ramalho atinjam suas melhores formas, que os medalhões e os garotos do elenco voem em campo e que o time ganhe fôlego com Copa do Mundo e eleições para presidência, seu ano ainda deve ser repleto de dificuldades. Por isso, vale lembrar o dia em que você se pintou de vermelho - a cor da raça. Quando a situação estiver complicada (e ela vai ficar algumas vezes), sua torcida estará lhe apoiando, com a fé de que o coração na ponta da chuteira pode ao menos amenizar as deficiências técnicas. Basta que você também faça a sua parte.

Talvez 2014 não seja o ano dos títulos, das contratações badaladas nem da conquista da vaga para a Libertadores. Que sirva, ao menos, para aproximar-se de seu torcedor, montando um time que, embora limitado, tenha união e identidade, jogue com a faca nos dentes e sue sangue dentro de campo. Que venham as vitórias magras e sofridas, as unhas roídas e as lágrimas de emoção, porque o são-paulino já está preparado para elas. Ao final da temporada, se não for possível cantar que "o campeão voltou", o fanático tricolor já estaria satisfeito em poder gritar "time de guerreiros".

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