'O Grêmio pede licença para treinar e paga para jogar', afirma Koff sobre Arena

Presidente gremista criticou modelo de negócios entre Grêmio e OAS

O presidente do Grêmio, Fábio Koff, voltou a criticar o modelo de negócios de administração da Arena, acertado entre Grêmio e OAS. Em entrevista à Rádio Gaúcha neste domingo, ele disse que o clube tem pouca autonomia no próprio estádio. Koff afirmou o Tricolor terá de buscar outras formas de arrecadação, que não através do estádio.

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Koff destacou que o clube teria que "pedir licença" para treinar na Arena.

"O Grêmio tem que pedir licença para treinar e paga para jogar. O São Paulo estava Ameaçado de rebaixamento, como conseguiu lotar os estádios? Baixando o valor dos ingressos", afirma.

Ele também destaca que o Grêmio não tem acesso nenhum na administração do estádio.

"Impossível (a administração pelo clube nos jogos), a negociação foi iniciada por aí. Houve resistência total. A empresa que administra o estádio foi criada para esse fim. A expertise que o Grêmio adquiriu nos 100 e tantos anos não prevaleceu. Temos que conviver com essa relação, que já foi pior. O Grêmio tem que criar outros mecanismos de arrecadação, que não o seu estádio", declarou.

Apesar disso, Koff acredita que a situação pode ser melhorada.

"Eu acho que nós vamos superar esses pequenos problemas e proporcionar condições para que tenhamos uma média (de público) superior. Ela já é boa, mas é boa em decorrer do desempenho do Grêmio, que poderia estar melhor senão fossem alguns resultados que não esperávamos. Esse jogo contra o Corinthians é um outro exemplo em que o torcedor fez a sua opção pelo jogo da Copa do Brasil. Nós não conseguimos redução. Vamos ver se com mais tempo, em outra oportunidade, a gente consegue fazer promoções. Chegou a se cogitar vender ingresso casado com o jogo contra o Bahia, para garantir público e favoreceria o torcedor, mas não conseguimos", afirma.

Por fim, ele destacou que o negócio não tem volta, mas que busca modificar alguns pontos.

"É um negócio irreversível. A negociação não é a última. No curso de um contrato de 20 anos, teremos outras. O modelo do contrato é perverso. Estamos convivendo com essa dificuldade. Estamos pagando um preço muito grande para proporcionar aos que vierem depois, um contrato menos oneroso para o Grêmio e com preços acessíveis ao torcedor", conclui.