Blog do Teo José

Pobre futebol brasileiro

Pobre pobrezaNão é de hoje que toco neste assunto aqui no nosso espaço e, também, nas transmissões da Band. O futebol brasileiro está perdendo suas características. Um jogo, que deveria também ser um espetáculo esportivo, está cada vez mais burocrático nas nossas competições. Claro que o reflexo está na Seleção e formação de novos jogadores.

De uns tempos pra cá, comecei a procurar dados que mostram bem isto. E nos jogos que transmito levanto sempre a bola para os comentaristas, principalmente o Edmundo, que está mais comigo na cobertura dos clubes do Rio.

Vamos lá:

- O Vasco, quarto colocado no Brasileiro, tem uma média de quatro finalizações certas por jogo e sete erradas. Acerta quatro cruzamentos e erra 15. Em dribles, a situação é ainda pior já que consegue sucesso em 11 oportunidades e fracassa em quatro. Ou seja, durante 90 minutos somente 15 tentativas de passar pelo adversário com a bola dominada.

- Vamos para o time do Santos. Cruzamentos certos, três. Errados, 11. Finalizações corretas, quatro. Erradas, sete. Mesmo com Neymar, o time dribla 11 vezes por jogo e erra a tentativa quatro vezes.

- Para fechar os números, vamos ver o Cruzeiro. Finalizações no gol, quatro. Erradas, sete. Cruzamentos certos, quatro. Errados, cinco. Em dribles, oito certos. Errados, três.

A média da competição é mais ou menos esta. Muda pouca coisa. Alguns vão dizer que isto é devido a falta de treinos. Não é. Isto acontece porque temos cada vez mais um futebol que tenta marcar e se esquece de atacar. Se esquece de realmente jogar o nosso futebol. Claro que os jogadores têm culpa. Eles é que estão em campo. Mas a maior parcela [culpa] está nos tais "professores". Estes é que t~em de pagar a conta. Aniquilam os jogadores mais criativos e adoram os volantes de marcação.

Deixo só mais um fato para reflexão: o atual 10 da seleção brasileira é reserva em sua equipe na Europa. Estou falando do Oscar, no Chelsea.