Ponto de Bola
  • Um olhar

    Um fã olha para Marcos

    Hoje, 21 de dezembro, dizem (ou dizem que disseram...) os maias, acaba o planeta. Hoje, o pai que me trouxe ao mundo completa 76 anos. Em agosto, na última vez que saiu de casa para passear, ele e mais de sete mil pessoas foram ver São Marcos lançar a biografia que escrevi. Muitas criaturas – inclusive ele – mal chegaram perto de quem bem perto nos levou ao céu. Muitos sentiram o prazer sem palavras que eu tive de colocar em palavras no livro quando chegarem perto do ídolo que não é santo.

    Como o garoto da foto, dos primeiros a pegar um dos autógrafos assinados até três da manhã por Marcos. Foi a única fotografia que eu tirei em sete horas de assinaturas. Essa imagem vale mais que qualquer destas linhas. Mire o olhar do garoto a alguns centímetros de Marcos na noite-madrugada de autógrafos. O menino está vendo Papai Noel. Ou o Super Homem. Ou o Capitão América. O ídolo que você quiser. O super-herói que você sonhar. O mito que não tem como quantificar.

    Não tenho mais como olhar meu

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  • Bando que ama em Yokohama

    Você que vendeu tudo menos a alma sem preço e com Corinthians.

    Você que comprou o mundo para conquistá-lo do outro lado do planeta.

    Você que havia atravessado o Rio há 12 anos e agora o mundo para reconquistá-lo.

    Você que não mediu o que não se conta. Você que investiu dinheiro para algo que não se gasta e não se basta.

    Você que esteve lá. Você que pôde o que milhões não puderam. Vocês mais que milhões que quiseram mas não puderam.

    Todos vocês lá estiveram.

    É só ouvir. Sentir. Pulsar.

    É só Corinthians.

    É o Corinthians paulistano que agora toma as ruas da capital do mundo da bola.

    Mais que o mundo, o Timão conquistou o estádio de espirito no Japão.

    No grito. Na garganta. No gogó. No gol de Guerrero. Nas garras da muralha do Japão — Cássio.

    Mas nada disso supera o grito gavião no Oriente. Se perdesse o título que o Chelsea teve bola para ganhar, o torcedor camisa 12 teria goleado como o goleiro camisa 12 conquistou o caneco.

    Antes de a bola rolar em Yokohama já havia um bando que ama que

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  • Volta, Corinthians. Bi mundial

    Há 22 anos, no Morumbi, Neto e companhia (bem) limitada venciam o Brasileirão pela primeira vez. Iniciando o processo de (inter)nacionalização inexorável do Corinthians. Há quase 13 anos, o Maracanã e o mundo eram do Todo-Poderoso Timão. Ontem, e para sempre, o primeiro sul-americano bicampeão mundial (da Fifa) é o clube que há 102 anos nasceu no Bom Retiro paulistano. É a nação que é Corinthians. Que foi ao Japão e voltou (bi)campeã. Povo que pode bater no peito alvinegro e gritar que ninguém mais pode cochichar nada contra o que se conquistou no campo em um século de paixão.

    A Libertadores demorou — mas veio invicta, como desde 1978 não se via na América do Sul. Se há como discutir a presença (e não a conquista) alvinegra em 2000, não há como colocar em dúvida a competência e a capacidade do campeão mundial de 2012. Superando o campeão africano na semifinal e o europeu na final duas vezes com a cabeça de Guerrero. Com a alma de guerreiros.

    Um gol aos 23 minutos que clonou o gol que,

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  • Corinthians 51% x 49% Chelsea

    Corinthians e Chelsea ainda não estão definidos. Ou divulgados. Tite e Rafa sabem muito bem o que fazem. Mas como ambos tem boas e não poucas opções, o mistério é válido. Para não dizer as dúvidas.

    Sem ter a certeza ou a confirmação, vamos especular no confronto entre os atletas. No mano a mano dos possíveis duelos em Yokohama.

    GUERRERO X CAHILL + DAVID LUIZ — O centroavante corintiano enfim está jogando o que dele se esperava, também pela experiência e bagagem de Europa. É o pivô no básico 4-2-3-1 de Tite — por vezes um 4-1-4-1 com o constante avanço de Paulinho, que não deve ocorrer na grande e equilibrada decisão. O peruano fará bom duelo aéreo contra Cahill, zagueiro-direito que chegou muito bem ao clube londrino em janeiro. Quando cair à direita, Guerrero terá a companhia do brasileiro David Luiz, que fez ótima partida como volante-esquerdo no passeio contra o Monterrey. David poderia ser mantido ali para dar consistência na marcação frágil do Chelsea pós-Liga dos Campeões —

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  • Chelsea 3 x 1 Monterrey

    Deu a lógica em Yokohama. Vai dar a lógica no domingo: Corinthians x Chelsea.

    Na semifinal mais equilibrada de véspera, na prática se viu um Chelsea muito superior desde o início, com quatro oportunidades em 16 minutos, até a última, o golaço de Mata, em belo lance de Oscar com Ashley Cole.

    Com David Luiz muito bem como volante pela esquerda, na função que por minutos jogou na última partida da Liga dos Campeões, e onde começou na base do Vitória, o time inglês chegou com facilidade contra um amuado time mexicano que teve apenas uma oportunidade na primeira etapa. Diferente do Chelsea, que voltou a apresentar a boa movimentação dos três armadores Mata, Oscar e Hazard, e algumas dificuldades de Torres para dominar a bola.

    Na segunda etapa, com 17 segundos, Torres ampliou em belo lance de Hazard. Aos 2 minutos, Torres e Mata fizeram o lance do 3 a 0 com Darvin Chávez reprisando a piada sem graça para o Monterrey, não provando necessariamente a evolução do futebol mexicano. O Chelsea só

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  • O campeão voltou ao Morumbi. O vice, não

    A Conmebol merece um finalista como o Tigre. O futebol, não. "O campeão voltou" no Morumbi. O vice-campeão é que não voltou para o segundo tempo.

    Lucas repete o Denilson campeão paulista de 1998 e o Raí bicampeão da Libertadores em 1993 e deixa o São Paulo campeão da Copa Sul-Americana em 2012 mesmo negociado meses antes com o futebol europeu. Exemplo de profissionalismo, caráter e coragem que simbolizam a justa conquista tricolor.

    Ainda que nem sempre o time de Ney Franco tenha jogado o futebol possível pela qualidade do elenco ( e pela falta de categoria da maioria dos rivais), o São Paulo teve momentos de intenso brilho. Como as duas belas vitórias contra a Universidad de Chile. E o grande primeiro tempo na festa do Morumbi mais uma vez lotado.

    Etapa iniciada com o belo gol de Lucas e concluída com a não menos bonita jogada do gol (irregular) de Osvaldo. Lances de velocidade e engenho que despacharam um Tigre que nem sempre toca a bola pro bom Botta. Mas que sempre senta a bota nos

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  • Corinthians 1 x 0 Al-Ahly

    Nenhum sul-americano fez uma boa semifinal (estreia) no Mundial da Fifa desde que a disputa foi formatada assim, a partir de 2005.

    O Corinthians repetiu o roteiro. Mas com alguns requintes de crueldade. Deu as quatro chances de gol para o time egípcio no segundo tempo e só criou em 90 minutos outras quatro. A terceira foi o gol de Guerrero, num passe de cinema e de efeito especial de Douglas. O peruano só foi acossado por Danilo no lance. No segundo tempo, só uma travada de bola de Paulinho, e ponto final.

    Mas, claro, valeram - e demais  - os três pontos. O Timão está na esperada decisão em busca do bi mundial. Só não precisava ter sofrido e suado tanto.

    Também por que o ataque não cercou os laterais rivais na segunda etapa. Os homens pelos lados não puxaram os contragolpes esperados no segundo tempo. Douglas sumiu depois do belo passe. Paulinho foi o de sempre, chegando como um quarto armador no primeiro tempo, e marcando por todos na etapa final. A bola não chegou mais a Guerrero, e

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  • À eternidade e além, Marcos

    Marcos durante sua despedida, em 11/12/2012. Foto: Ale Cabral/Futura Press/Estadão ConteúdoSão Marcos, aos 12 do segundo tempo, foi jogar na ponta esquerda. Com todos os companheiros em 20 anos de Palmeiras vestindo a bela camisa especial feita pela Adidas. Muitos com a fitinha de São Marcos no pulso, outra bela sacada da Topper na festa bem organizada pela Geo.

    O amigo eterno Sérgio foi para o gol e para a ovação dos 36 mil que lotaram o Pacaembu com a festa que os palmeirenses pouco viram em 2012. Torcedores que também aplaudiram Velloso na outra meta. A do Brasil campeão de 2002. Com Felipão e Murtosa no banco.

    Não eram só os verdes de credo presentes. Ao menos três me confidenciaram que foram ao Pacaembu na vigília da semifinal do Mundial. Corintianos que foram ao estádio para aplaudir o anjo-guardião palestrino. Os únicos que não vaiaram o capetinha Edilson em cada bola disputada. Os únicos que não urraram quando Tonhão não foi diplomático e arrepiou o craque das embaixadinhas na final do SP-99.

    Edilson era um que receava a reação do público. Um dos que mais temiam, na

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  • Timão favorito

    O campeão africano é um bom time até uns 30 minutos de cada tempo. Depois, perde gás, corpo, coordenação e expõe a zaga que não é grande coisa e adora abusar da linha de impedimento. Algo fatal para um Corinthians que sabe jogar, sabe marcar, sabe correr, e sabe que não sabe tudo para jogar com humildade, sobriedade e seriedade e ser absoluto favorito contra o Al-Ahly. E também favorito contra o desconjuntado Chelsea.

    O time egípcio atua no 4-2-3-1 básico do futebol mundial — e também solidificado no Parque São Jorge desde os vitoriosos dias de Mano Menezes. A variante para o 4-1-4-1 usada no final da sofrida e suada vitória contra o Sanfrecce Hiroshima não muda muito o panorama de uma equipe de boa qualidade técnica, gente experiente, e alguma variante tática. Mas que só por acaso pode vencer um Corinthians preparado e pronto. Também por estar focado e não ser um time de jogo provocante e prepotente. Se um e outro Emerson por vezes abuse dentro de campo e do twitter, o todo do elenco

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  • Tigre 0 x 0 São Paulo

    O São Paulo ainda é muito favorito na Copa Sul-Americana. Também pelo empate sem gols (e sem futebol na segunda etapa) na Bombonera. O resultado foi muito melhor que os maus 45 minutos finais em Buenos Aires. Quando o Tigre mostrou que não é tão frágil. Mas também não é tão forte para causar estragos no Morumbi. Pode até segurar um empate em 90 minutos e especular alguma coisa na prorrogação nas bolas paradas. Sobretudo se o São Paulo insistir em cometer faltas tolas e infantis próximas à meta de Rogério.

    Lances tão imaturos como a enésima expulsão estúpida de Luís Fabiano. Um camisa nove que honra o máximo goleador tricolor Serginho Chulapa até no que não deveria — a maldita mania de ser expulso por nada.

    Mas não é só o artilheiro que se perde por bobagem. É muito jogador brasileiro que cai na catimba, milonga, virulência e violência argentina. O desatino de Fabiano, com menos de 15 minutos, e na frente do árbitro, é frete pesado e caro demais para o jogo de volta.

    Nada, porém, que a

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