Pit Paddock
  • Memórias amargas e o sincero Kimi

    Raikkonen: ele não desperdiça champanheRaikkonen: ele não desperdiça champanhe

    Memórias amargas e recentes. Foi o que Sebastian Vettel e a Red Bull trouxeram à tona quando dominaram os treinos livres de sexta e sábado e conseguiram a pole com folga. Memórias de 2011, quando Vettel venceu 11 das 19 corridas e fez daquele campeonato um dos mais chatos da história.

    Memórias que foram massacradas com o apagar das luzes vermelhas e a largada em Melbourne. Duas ou três voltas já foram suficientes para perceber que a vantagem da Érre-B-Érre inexiste em ritmo de corrida.

    Na Austrália, Vettel e a Red Bull foram presas fáceis para as surpreendentes Ferrari (Felipe Massa só não passou por erro de estratégia, e já falamos como isso não foi uma conspiração da Ferrari) e para o genial Kimi Raikkonen.

    Ninguém merecia outro 2011.

    A primeira corrida de 2013 revelou alguns segredos escondidos em uma das pré-temporadas mais inconclusivas dos últimos tempos. O mais importante deles: a força da Ferrari.

    Se em 2012 Alonso começou o campeonato andando 1,5 segundo atrás dos líderes e

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  • As forças de 2013

    Hamilton lidera o GP Brasil de 2012: cena que dificilmente se repetirá em 2013Hamilton lidera o GP Brasil de 2012: cena que dificilmente se repetirá em 2013

    Os carros já foram apresentados e testados, os pilotos, definidos – ou quase, já que ainda resta a derradeira vaga na Force India –, e o circo armado em Jerez de la Frontera, na Espanha, palco dos primeiros treinos coletivos da Fórmula 1 para 2013.

    Sem se prender muito aos resultados apresentados pelo cronômetro, até porque cada equipe tem um programa de treinamento, já dá para fazer uma avaliação do que esperar das equipes para este ano.

    Red Bull: ainda é a favorita. Terminou 2012 reunindo o melhor pacote na soma velocidade+confiabilidade+capacidade de evolução ao longo do ano – apesar das quebras, ficou menos pelo caminho do que a McLaren, por exemplo. Como o regulamento técnico é praticamente o mesmo para 2013, a tendência é que a equipe austríaca comece o ano na frente. Só há um porém: a proibição do uso da asa móvel na classificação. Sabe-se que a Red Bull tirava mais vantagem desse artifício que as rivais. Com o fim do uso do DRS nos treinos oficiais, a vantagem em classificação

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  • Senna não surpreendeu. E precisava

    Bruno Senna já posa ao lado de seu Aston Martin: brasileiro correrá com a mítica pintura da GulfBruno Senna já posa ao lado de seu Aston Martin: brasileiro correrá com a mítica pintura da Gulf

    Bruno Senna está fora da Fórmula 1 em 2013. Fora da F1, mas não sem um bom lugar para correr: Bruno anunciou nesta semana que será piloto oficial da Aston Martin no WEC (World Endurance Championship). É o mesmo campeonato que terá Lucas Di Grassi também como piloto oficial, mas na Audi, a montadora com presença mais marcante no WEC, que tem entre suas provas as 24 Horas de Le Mans.

    Senna e sua equipe tentaram todas as alternativas. E, se não conseguiram, realmente as cifras pedidas por um cockpit andam acima do que se pode imaginar – estima-se que ele tinha US$ 20 milhões (uns R$ 40 milhões) em patrocínios para oferecer, e ainda assim não acertou com Force India, Lotus ou Caterham, times com os quais conversou depois de ser dispensado da Williams.

    É o fim de uma trajetória de mais de quatro anos, quando aconteceram os primeiros testes de Bruno pela extinta Honda. Naquele fim de 2008, o então piloto da GP2 já tinha tudo praticamente acertado para estrear em 2009. Só não contava com um

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  • Por que você deve torcer para Kimi Raikkonen

    Kimi Raikkonen: fora das câmeras e dos microfones, um cara "falante" e festeiroKimi Raikkonen: fora das câmeras e dos microfones, um cara "falante" e festeiro

    Não há nada mais chato do que ouvir a famosa frase: “Parei de assistir Fórmula 1 quando o Senna morreu”. Legal. Você não gostava de Fórmula 1. Ou de qualquer tipo de corrida. Gostava do auê. Aí o Senna morreu, o auê acabou e você foi ver outra coisa na TV.

    Acontece que Ayrton Senna morreu há quase 19 anos, e a cultura de só acompanhar um esporte quando há um brasileiro (ou mais de um) fazendo sucesso permanece – vide o UFC.

    Nada contra. É a cultura do País. Ninguém aprende a gostar de esportes na escola. Não há assunto além das discussões sobre futebol. E, por isso, o brasileiro desliga a TV ou perde o interesse se não houver um conterrâneo “chegando lá”.

    Como eu sempre gostei de corridas de carros, nunca deixei de assisti-las, tivesse um brasileiro ganhando ou não. É claro que era mais divertido torcer para que um deles se desse bem, mas qual o problema de curtir a vitória de um alemão ou de um finlandês que você julga bom piloto?

    E para um finlandês, Kimi Raikkonen, pende minha

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  • A vida além da Fórmula 1

    Lucas Di Grassi ao lado de Tom Kristensen e Allan McNish: juntos ou em carros diferentes, pilotos estarão no comando dos R18 da Audi em Le MansLucas Di Grassi ao lado de Tom Kristensen e Allan McNish: juntos ou em carros diferentes, pilotos estarão no comando dos R18 da Audi em Le Mans

    “Quando um menino que está no kart chega no meu escritório para pedir conselhos sobre a carreira, a primeira coisa que eu pergunto é: você quer ser piloto profissional ou quer ser piloto de Fórmula 1? A segunda: quanto você tem para gastar?”.

    A frase poderia ter saído da boca de um experiente empresário ou de um piloto aposentado, mas foi dita por Lucas Di Grassi em um bate-papo com o Yahoo! durante uma corrida de kart entre jornalistas e o piloto.

    Ex-titular da Virgin (hoje Marussia) na F1 e atual contratado da equipe oficial da Audi no FIA WEC (World Endurance Championship, o campeonato mundial de turismo), Di Grassi é o piloto com mais chances de ser o primeiro brasileiro a ganhar as 24 Horas de Le Mans, uma das três provas mais tradicionais do mundo ao lado do GP de Mônaco e das 500 Milhas de Indianápolis.

    Movido a diesel e eletricidade, R18 tem tração integralMovido a diesel e eletricidade, R18 tem tração integral

    Mais que isso, Lucas é uma prova de que a vida de um piloto profissional pode e deve continuar em alto nível mesmo fora da F1. “Hoje eu prefiro muito mais estar onde estou do

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  • Por que a Ferrari não pode mais errar

    Alonso se acidenta no GP do Japão: um dos raros erros do espanhol; nos bastidores, porém, a Ferrari erra. E demaisAlonso se acidenta no GP do Japão: um dos raros erros do espanhol; nos bastidores, porém, a Ferrari erra. E demais

    Stefano Domenicali, chefe de equipe da Ferrari, disse que o campeonato de 2013 será decidido na primeira corrida. Para o homem que comanda a Scuderia desde 2007, a tese é simples: como em 2014 as regras da Fórmula 1 mudarão drasticamente, com a introdução de novos motores turbo V6, as equipes dedicarão praticamente todo o tempo que tiverem em 2013 para desenvolver os carros de 2014.

    Com isso, quem fizer uma máquina boa já no começo do ano terá enorme vantagem, já que os trabalhos de desenvolvimento dos carros deste ano andarão em ritmo muito lento – pelo que disse Domenicali, praticamente inexistentes.

    É uma tese interessante. E vai ser mais interessante ainda ver como cada equipe jogará esse xadrez. É óbvio que as grandes, que chegam a ter quase 800 funcionários, mais uma vez levarão vantagem. Com orçamentos gordos, colocarão a rapaziada para trabalhar noite adentro.

    E é por isso que a Ferrari, que tem o maior budget do grid, não pode mais errar. Ou Domenicali passa a correr sério

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  • Os melhores (e piores) momentos de 2012

    A maior prova de que a temporada foi excelente é a lista abaixo: foi muito mais fácil lembrar dos melhores momentos.

    Mas os piores também tiveram lá sua contribuição para agitar o campeonato. Romain Grosjean que o diga. Vamos a eles (em ordem decrescente de importância).

    O melhor de 2012

    1) A pilotagem de Fernando Alonso: o próprio Alonso diz que este foi o melhor ano de sua carreira. E não há porque discordar: começando a temporada com um carro assustadoramente lento, Fernando conseguiu somar pontos para não ficar fora da briga pelo título se a Ferrari conseguisse fazer o F2012 andar. Até fez, mas não o suficiente. Descontando dois acidentes (um por culpa própria, no Japão com Kimi Raikkonen, e outro por culpa de – adivinhem! – Romain Grosjean na Bélgica), pontuou em todas as etapas e venceu três;

    Alonso ainda é o melhor, e há pouca gente que discorda disso na Fórmula 1Alonso ainda é o melhor, e há pouca gente que discorda disso na Fórmula 1

    2) A volta de Kimi Raikkonen: quem apostou que Kimi daria o mesmo vexame de Michael Schumacher em seu primeiro ano de retorno à Fórmula 1 se deu mal. Raikkonen foi, ao lado de Alonso, o

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  • O que Hamilton dirá sobre Schumacher

    Schumacher e Hamilton: o desempenho de Lewis na Mercedes dirá muito sobre quem foi o "novo" MichaelSchumacher e Hamilton: o desempenho de Lewis na Mercedes dirá muito sobre quem foi o "novo" Michael

    Dia desses parei para ver alguns vídeos da carreira de Michael Schumacher. É só entrar no YouTube e digitar “Schumacher tribute” para ter uma lista enorme à disposição. Um deles me chamou atenção. Foi este.

    Chamou atenção porque é um dos poucos que mostra a segunda fase de Schumacher na Fórmula 1. A fase que mostrou Michael como um piloto normal, com dificuldades, acidentes e disputas internas com o companheiro de equipe.

    Um piloto médio. De médio para bom, no máximo.

    O quão bom Schumacher foi entre 2010 e 2012? Isso quem dirá será Lewis Hamilton, que ocupará o lugar de Michael na Mercedes. Quando Hamilton sentar para a classificação do Grande Prêmio da Austrália, em 16 de março, saberemos em que nível, de fato, está Nico Rosberg – e, consequentemente, o Schumacher segunda geração.

    Se Lewis sofrer para acompanhar o novo companheiro de equipe ou até mesmo for derrotado por ele no fim do ano, Rosberg será alçado a um novo patamar na Fórmula 1. Entrará para o seleto grupo dos melhores

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  • As lutas de Senna e Razia

    Bruno Senna e Luiz Razia: chances cada vez menores para 2013Bruno Senna e Luiz Razia: chances cada vez menores para 2013

    É de foice a briga pelas duas últimas vagas no grid da Fórmula 1. Ou melhor: de maletas de euros. Milhões deles. E de lobby. E muita política. Nessa disputa, Bruno Senna e Luiz Razia são as chances que o Brasil tem de contar com mais pilotos além de Felipe Massa em 2013.

    Há cockpits disponíveis apenas na Force India e na Caterham. A HRT não correrá em 2013, a Marussia já definiu seus pilotos nesta semana – Timo Glock e Max Chilton – e a Lotus confirmou a renovação de Romain Grosjean para mais um ano de acidentes, digo, de disputa.

    A coisa não anda nada fácil para Senna e Razia. Bruno perdeu a vaga na Williams para Valtteri Bottas, protegido de Toto Wolff, sócio da equipe. “Pelos resultados que ele conseguiu principalmente na segunda metade da temporada, era para ter ficado. Foi uma escolha totalmente política, mesmo”, contou a este colunista uma fonte com ótimo trânsito nos bastidores da F1.

    Política à parte, o fato é que Bruno está em uma situação pouco favorável para o ano que vem:

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  • Rubens, enfim, feliz

    Barrichello na Stock: "win-win situation"Barrichello na Stock: "win-win situation"

    Ainda falta a confirmação oficial, mas a ida de Rubens Barrichello para a Stock Car é fato consumado. Não há muito porque duvidar da informação, divulgada no blog do brother Nei Tessari e no site Grande Prêmio.

    E Rubens será, enfim, feliz. O piloto que mais disputou corridas na Fórmula 1 — foram 322 GPs, com 11 vitórias, 14 poles, 17 voltas mais rápidas e dois vice-campeonatos, um currículo mais que respeitável — parece ter encontrado novamente a felicidade aqui mesmo, em pistas brasileiras.

    Barrichello não engoliu o fim de sua carreira na Fórmula 1. Não aceitou bem o fato de ter de deixar o circo antes de sua vontade, já que a Williams precisava de um piloto com boas verbas de patrocínio — e encontrou em Bruno Senna.

    Sem lugar na F1, Rubens tentou a Fórmula Indy. Nem ele gostou da Indy nem a Indy morreu de amores por Barrichello. Em 15 corridas, a melhor posição foi um quarto lugar. O investimento de cerca de R$ 6 milhões feito por uma empresa de máquinas pesadas para colocar o

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