Blog #oNordesteMerece
  • No geral, troca de treinador é muito mais uma medida política do que prática. Uma peça de teatro, com o dirigente no papel de protagonista, para mostrar serviço à torcida. Porém, é justo dizer, algumas vezes funciona. Mesmo que sem querer...

    Geninho saiu do Sport em baixa. Foi demitido após quatro partidas sem vitórias na Copa do Nordeste. O treinador que ajudara o clube a subir para a Série A deixava o comando do time sem conseguir evolução. O Rubro-Negro estava estacionado, travado. "Sem clima", como justificou um cartola.

    E foi aí que entrou o imponderável. Eduardo Baptista assumiu até que a diretoria resolvesse um substituto. Nomes pipocaram na imprensa. Uma lista foi discutida entre os principais gestores do Sport, que sempre empacavam no salário. Enquanto isso, o interino ia ganhando.

    Com Eduardo Baptista o Sport voltou a ganhar. Logo de cara foram cinco vitórias seguidas. E sem tomar gol. A diretoria já não tinha o que fazer. O interino virou efetivo. E o que era apenas um

    Saiba mais »de Os 70 dias que mudaram o Sport
  • Tuta foi contratado para ser o grande nome do Flamengo-PI durante o estadual. Sua chegada garantiu mídia e animação da torcida. Só não trouxe bons resultados e novas receitas. Resultado: O clube vive uma crise financeira.

    Sem dinheiro para pagar o jogador, a diretoria do Flamengo-PI resolveu demiti-lo. Surpreendido pela notícia, o jogador de 39 anos e passagens por Flamengo, Fluminense e Palmeiras disse que jogava de graça. Queria em troca apenas moradia e alimentação.

    Na mesma entrevista em que expôs uma triste realidade, Tuta também deixou escapar que o elenco está sendo colocado contra a parede. Segundo ele, o presidente Jankel Costa ameaçou cortar 30% dos salários em caso de eliminação precoce no estadual 2014. Uma ilegalidade, diga-se de passagem. Os contratos dos atletas não foram assinados sob bases de produtividade.

    Confira a entrevista:

    Saiba mais »de A triste situação do atacante Tuta e o crime que a diretoria do Flamengo-PI ameaça cometer
  • Neto Baiano é a cara do Sport em 2014. Além de ser o artilheiro do time na temporada, o atacante também vestiu o espírito do clube para representar em campo o torcedor rubro-negro. Com entrega e gols, o camisa 9 virou ídolo do dia para a noite. E (agora) do jeito certo.

    A atuação de Neto Baiano na primeira partida da final da Copa do Nordeste foi digna de uma referência. Além do gol que abriu o caminho para a vitória diante do Ceará, o atacante foi quem mais brigou na Ilha do Retiro. Sem desistir de uma bola, Neto incomodou sozinho todo o sistema defensivo do Alvinegro. Isso sem contar na ajuda na marcação. Melhor em campo, disparado.

    A doação em campo basta. Se vier com gols, melhor ainda para a torcida - são 12 até aqui na temporada. Neto Baiano só precisa disso para funcionar. As comemorações populistas com gestos e camisas da organizada ficaram para trás. E eram desnecessárias, além de inconvenientes com o momento em que tanto se discute violência no futebol.

    Mostrar apoio público

    Saiba mais »de Neto Baiano achou a forma certa de conquistar a torcida do Sport
  • Sérgio Soares fez o Ceará jogar bem e ser competitivo. Assim, nessa ordem. Para o treinador, a forma é tão importante quanto o resultado. Com ele o time vai para frente. E consegue ganhar.

    O técnico quase subiu com o Ceará ano passado. Parou na porta, um ponto atrás do G-4. Nessa temporada, briga pelo tetracampeonato estadual e por uma inédita Copa do Nordeste - este último, se vier, será o maior da história do clube.

    Sérgio Soares pode consolidar um trabalho que já o configura como um dos maiores treinadores do Ceará nos últimos 30 anos. É bem verdade que PC Gusmão subiu o time em 2009, ganhou um estadual e deu um salto de qualidade na forma de fazer futebol no Vovô. Mas aquela equipe era travada. Entrava em campo para não tomar gol. Agora, o time de Sérgio Soares entra em campo para fazer.

    Saiba mais »de O melhor técnico do Ceará nos últimos anos pode ganhar o maior título da história do clube
  • Por Cláudio Neves,

    Entre 1996 e 2000, Felipe despontou como um dos melhores laterais esquerdos surgidos no Brasil depois de Júnior. Habilidoso, dono de um arranque formidável e capaz de progredir em velocidade com a bola colada aos pés, no Vasco foi duas vezes campeão brasileiro, campeão da Libertadores, do Rio-São Paulo...

    Felipe seria o natural sucessor de Roberto Carlos na seleção e tinha vaga fácil em vários grandes times da Europa. E então "deu-se o desmastreio" ou "deu-se a entrada dos demônios", como escreveu Guimarães Rosa. Alguém disse a Felipe que era hora de migrar para o meio-campo, lugar de eleição para um talento como o dele. E pior: Felipe, o lateral completo, o lateral de rara habilidade e não menor velocidade, acreditou.

    Acontece que, na meia, a tendência a carregar a bola tornou-se um problema. Na meia, não havia adversário à frente do qual pudesse cortar para fora e arrancar. De fato, na meia ninguém parava na frente do marcador e nem havia um "fora" esperando a

    Saiba mais »de [CRÔNICA]: Felipe, o que podia ter sido
  • Sandro Meira Ricci usou a estrutura do Sport na sua preparação para a Copa do Mundo. Ponto. É um fato público, inclusive. Não foi escondido de ninguém. O problema é ligar deliberadamente isso ao desempenho confuso do árbitro no clássico pela Copa do Nordeste. Irresponsabilidade, no mínimo.

    Meira Ricci representa Pernambuco na Copa do Mundo. E usou uma das melhores estruturas que o estado tem para ajustar a preparação física. Relação que deveria ser encarada como profissional. Mas no país do desvio de caráter tudo é motivo para a suspeita.

    A Federação Pernambucana, é verdade, poderia ter evitado o desgaste preservando seu principal árbitro. Se era notícia que Sandro Meira Ricci havia usado a estrutura do Sport, o mais fácil seria tirá-lo dos sorteios das partidas do Rubro-Negro. Pelo menos até o Mundial. O problema é que seria concordar que a preparação poderia de fato atrapalhar seu desempenho. Seria passar um atestado de amadorismo.

    Há um outro ponto. A comissão de arbitragem de

    Saiba mais »de Árbitro se preparou para a Copa na Ilha do Retiro. Onde está o problema?
  • A Copa do Nordeste 2014 vai ter uma final inédita e histórica. Um duelo gigante entre dois dos maiores clube da região: Ceará x Sport. Confronto do time mais constante da competição contra aquele que mais evoluiu.

    O Ceará de Sérgio Soares é dono do melhor ataque (20 gols) e tem o artilheiro do torneio (Magno Alves, com sete). Foi o time que mais manteve a pegada nesta Copa do Nordeste. Um favorito que resistiu desde o início.

    Em 2013, o Ceará quase subiu para a Série A. Passou raspando. Manteve, então, a base do que deu certo e fez contratações cirúrgicas, resolvendo problemas na zaga e repondo peças na frente. Anderson, Sandro, Souza, Assisinho, Bill e Tadeu deram ainda mais qualidade ao Alvinegro que, para muitos, tem o melhor futebol do Nordeste.

    Já o Sport vem crescendo de forma absurda. Se o time começou o ano mal, a mudança de treinador desviou o caminho e recolocou a equipe nos eixos. Eduardo Baptista assumiu meio sem querer no início de fevereiro. Não largou mais o cargo.

    De lá

    Saiba mais »de [Copa do Nordeste]: Um decisão gigantesca
  • Antes do jogo contra o Ceará, o recém-chegado técnico Oliveira Canindé disse uma frase que martelou minha cabeça durante toda a transmissão na Arena das Dunas: "Sabemos da missão complicada. Mas se não passarmos, vamos pelo menos jogar para recuperarmos o respeito".

    De fato, reverter os 4 a 0 impostos pelo time cearense no Castelão parecia tarefa impossível para o América-RN. Ainda mais pelo fato de o time ter desfalques sérios como Rubinho, Alfredo e Rafinha - além dos mais antigos Isaac e Max.

    Mas o América-RN dominou o Ceará por 90 minutos. Fez 2 a 0 em 30 minutos e transformou o que tinha cara de inatingível em algo bem perto do real. A equipe jogou ocupando espaço, mordendo, agredindo. Fabinho, camisa 10, jogou de meia, volante e lateral. Polivalente como gosta Oliveira Canindé. Dedicado como cobrava a torcida. Foi ele o resumo da atuação do Dragão: entrega total.

    A classificação do América-RN, como já era previsto, não veio. O time parou nos 2 a 0 e saiu de campo exaurido. Quando

    Saiba mais »de O América-RN recuperou o respeito
  • Foto: Kiko Silva / DN

    Mota é um dos maiores ídolos da história do Ceará. Torcedor do clube, incorporou como poucos o espírito da arquibancada, de onde saiu para ser jogador profissional. Atacante inteligente, uniu a entrega e a técnica na mesma medida. Algo raríssimo. Com ele, o Alvinegro voltou à Série A. Com ele, a equipe ganhou os estaduais de 1998, 2002, 2012 e 2013. Mas sua última passagem acabou de forma estranha. E ao que tudo indica, a carreira também.

    Na reta final da Série do ano passado, Mota anunciou que não ficaria mais no Ceará. Era véspera da partida decisiva do time contra o Joinville. Uma vitória e mais um tropeço do Figueirense recoloriam o time na primeira divisão. Parecia não ser o momento de dizer adeus. Mas o atacante deixou claro: Seria o último jogo dele pelo clube de coração. E nunca mais voltaria a vestir a camisa do Vovô.

    Surgiram teorias para explicar a decisão. Teria Mota recebido alguma boa proposta? Ou seria apenas um mal estar com alguém da diretoria? Estaria o jogador sendo

    Saiba mais »de A estranha aposentadoria do atacante Mota
  • Antes de Ceará x América-RN, o presidente alvirrubro Gustavo Carvalho esteve na cabine do Esporte Interativo na Arena Castelão para participar do pré-jogo. Falou sobre a campanha do clube e rasgou elogios ao técnico Leandro Sena, contratado ainda no ano passado. O dirigente deixou claro que o plano para 2014 passava pelo trabalho do treinador. "Queremos que ele fique conosco por muito tempo". A frase virou pó 90 minutos depois.

    Com a derrota por 4 a 0 e a iminente eliminação na Copa do Nordeste, Gustavo Carvalho chutou para longe o discurso pé no chão e baseado no longo prazo. A goleada sacudiu o cartola e manteve a rotina dos dirigentes brasileiros de trocarem sempre razão por paixão.

    A demissão de Leandro Sena não faz sentido. É apenas uma tentativa de jogar para a galera e mostrar serviço. O técnico sai do América-RN depois de salvar a equipe do rebaixamento na Série B do ano passado  e recolocar o clube em uma semifinal de Copa do Nordeste após a melhor campanha na primeira fase.

    Saiba mais »de [AMÉRICA-RN]: Na prática a teoria é outra

Paginação

(312 artigos)