Blog André Henning
  • E sei que vai ter muita gente me chamando de maluco. Mas é isso mesmo. Domingo, no Maracanã, contra qualquer seleção que fosse, numa final de campeonato, o Brasil seria favorito. Contra qualquer uma.

    Primeiro, que o Brasil joga em casa. E a torcida tem sido maravilhosa com a Seleção desde a estreia em Brasília. Houve um momento em que até pensei que os protestos poderiam ter algum respingo no time, mas nada disso. O hino nacional de Fortaleza, repetido em Belo Horizonte, mostra bem o que o torcedor quer – que a Seleção vença, independente do que esteja acontecendo no país. E o torcedor do Rio de Janeiro também está empolgado. Vibrou com a Itália na semana passada, abraçou o Taiti contra a Espanha e tem saído às ruas com o verde e amarelo estampado. Vai apoiar a Seleção desde o início, tenho certeza!

    Outra que o Brasil está levando a competição mais a sério que a Espanha. Não que os espanhóis estejam encarando como um amistoso, nada disso. Basta ver o esforço que fizeram contra a Itália

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  • Tudo bem que os gols no início das partidas contra Japão e México ajudaram bastante. Tudo bem que o gol irregular pouco antes do intervalo do jogo contra a Itália serviu para acalmar o Brasil e não mexer na estratégia para o segundo tempo. Tudo bem que Neymar está jogando demais e fazendo a diferença.

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    Tudo isso é verdade. Como é também verdade que a Seleção está evoluindo. O período de 25 dias que Felipão está com o grupo de jogadores serviu para que, pelo menos, uma maneira de jogar tivesse sido montada. Deu para perceber contra a Itália que os jogadores estão entrando em campo sabendo exatamente o que precisam fazer.

    Neymar celebra gol pela Seleção. Crédito da foto: AFPÉ a Seleção que eu sonhava? Não, mas também passa longe de ser um time que nos envergonhe. A blitz no início contra a Itália, mesmo que não tenha resultado num gol, foi histórica. O fato dos jogadores terem se fechado e estarmos recebendo

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  • Estava escrito nas estrelas. Quem acompanhou a preparação para a Copa do Mundo e, consequentemente a Copa das Confederações, sabia que ia dar problema. Bastava ter um pouco de senso crítico, não muito, para sentir o cheiro da falta de organização. E agora, com o país tomado pelo povo nas ruas, a Copa passa a ser a vitrine mais exposta.

    E com razão. As falhas de organização nos envergonham. Quem não sentiu pena dos uruguaios que não conseguiram um campo para treinar e, quando conseguiram, quase mergulharam na lama que tomava conta do caminho até o gramado. A tentativa de nos enganar promovendo aberturas de estádios que não estavam nem próximos de estarem concluídos, praticamente nos chamava de palhaços. As filas para retirada de ingressos? Só poderiam ser uma pegadinha daquelas estilo João Kléber. Nem no nosso Campeonato Brasileiro seria daquele jeito.

    É óbvio que a indignação não é só por conta da Copa. Aliás, ela deveria ter vindo em 2007. Não para impedir a realização do Mundial,

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  • Valeu pela estreia

    Dentro de campo, valeu pela estreia. Sabemos que o Brasil ainda não tem um time, um coletivo forte, nada parecido. Mas temos uma escalação e um início de definição tática, arrumação em campo e até confiança. Os jogadores parece que saem de Brasília rumo à Fortaleza mais confiantes. Isso é importante. Há algum tempo, a seleção não despertava muito confiança.

    Tudo bem que o Japão não é um adversário de nome, daqueles que depois de uma vitoria você pode começar a marcar a boate para a festa do título. Mas também não é nenhum bobo. No primeiro tempo, inclusive, teve algumas chances para marcar.

    Ainda não me acostumo com certos jogadores brasileiros em campo. Não acho o Luiz Gustavo, por exemplo, jogador de seleção. Daniel Alves tem estado muito abaixo do que pode jogar, mesmo tendo tido bons serviços prestados na nossa historia recente. Mas os jogadores são esses e é com esses que vamos pra cima do México em Fortaleza. Recentemente, temos mais perdido que vencido os mexicanos. É jogo

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  • Venho defendendo, há tempos, a ida de Neymar para a Europa. O futebol brasileiro, sulamericano, ficou pequeno pra ele faz anos. Eu teria ido há pelo menos um ano e meio. Seria melhor pra ele e pra nossa Seleção. Mas admiro e respeito todo o esforço (e sucesso) que o Santos teve em segurar o jogador até hoje. Ou ontem.

    Fui duro crítico de Neymar naquele período em que ele “meteu uma máscara”. Compartilhei da mesma opinião do Renê Simôes, no dia do famoso “estamos criando um monstro”. Mas Neymar baixou a bola e deu a volta por cima. No comportamento, claro. Porque no futebol sempre jogou muito. Eu o teria levado para a Copa de 2010 já. Sou daqueles que reservaria uma cota para os que estivessem voando na semana da convocação final para uma Copa. Seria o caso de Neymar na África. Azar do Dunga.

    O Sulamericano Sub20 foi emblemático na trajetória de Neymar. Liderou a Seleção que era dirigida pelo Ney Franco e colocou no bolso todos os adversários. Calçou a sandália da humildade, jogou pro

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  • A grande ausência da edição 2013 do Campeonato Brasileiro é o Palmeiras. Novamente rebaixado, o Verdão terá que jogar, de novo, a serie B. Com isso, caiu o número de paulistas representando o Estado no Brasileirão, pois nenhum clube conseguiu subir para a primeira em 2012. Os três grandes tradicionais – Corinthians, São Paulo e Santos – além de Portuguesa e Ponte Preta irão jogar o Brasileirão 2013. As chances de cada um? Veremos a partir de agora...

    CORINTHIANS

    O atual campeão mundial vem, mais uma vez forte, para a disputa do Brasileirão. E agora, com a queda na Libertadores, poderá focar todas as suas atenções na competição – algo que não aconteceu em 2012, por conta das fases finais da Libertadores e pela preparação para o Mundial de Clubes. Deve perder Jorge Henrique, por indisciplina, mas se reforçou com Pato. Outros jogadores ainda podem sair, mas a diretoria diz que o esforço é para que ninguém deixe o clube até o final do ano. Ibson pode estar chegando para ser opção no

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  • O gesto foi marcante. Todos os noticiários esportivos do dia seguinte deram destaque à festa da torcida corintiana ao término do jogo contra o Boca. Ainda enraivecida com a arbitragem do paraguaio Carlos Amarilla (e não vem aqui ao caso discutir se estava mal intencionado ou não), a fiel torcida esqueceu a eliminação da Libertadores e reverenciou seus ídolos. Um time que, até aquele instante, havia vencido tudo o que tinha disputado – Brasileirão, a mesma Libertadores, Mundial. A derrota era apenas um detalhe do futebol.

    Os jogadores, a caminho do vestiário, diminuíram o ritmo das passadas. Pareciam não entender o que estava acontecendo. Que grito era aquele que vinha das arquibancadas? Era mesmo a torcida cantando, a plenos pulmões, o hino do clube? Aquela mesma torcida que, vira e mexe, cobra, invade treinos, tentar bater em jogadores?? Não, era mais que isso. Era o sócio das organizadas também, mas acima deles era o torcedor comum agradecendo a luta em campo. Emocionado pelo que

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  • Sei que de hoje até dezembro serão mais uns cinco “jogos do ano” para o Corinthians, mas é inegável que a partida de hoje contra o Boca é daquelas para entrar para a historia do clube. Ou não.

    Pensem bem: chegue o Corinthians num eventual bi-campeonato da Libertadores (tá longe ainda, mas estamos apenas supondo), qual terá sido o jogo mais importante? Qual terá sido a partida em que o Corinthians mais esteve em risco de cair fora? Qual gol seria o mais importante na caminhada? (Sobre 2012, aliás, qual foi mais importante: o de Paulinho contra o Vasco e a defesa do Cássio ou o de Romarinho na Bombonera?)

    Não tenho dúvidas de que, ao olhar pra trás, esse jogo contra o Boca deverá ter sido o divisor de águas. Ter que vencer o copeiro time argentino por dois gols de diferença não é tarefa simples, esteja o Boca na situação em que estiver. Eles sabem catimbar, “murchar” a bola, diminuir o ritmo da partida e tomar controle da situação. Como fez na final do ano passado, o Corinthians não pode

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  • Já escrevi aqui umas oitocentas vezes que não concordei com a mudança de treinador na Seleção Brasileira. Para mim, Mano Menezes começava a trilhar um caminho um pouco mais promissor justamente quando foi substituído. E caiu por um técnico em fase bem pior que a dele. Mais vencedor, claro. Mas em péssima fase.

    Dito isso, não adianta chorar agora. Nem o Felipão era para estar lá, nem os chefes dele – Marin e Marco Polo. Mas é com isso que vamos, não vai ter jeito. Pelo menos até a Copa das Confederações...

    Sobre a lista de hoje, difícil analisar quando se tem um pensamento completamente diferente do treinador. Quando o Felipão fala que o volante tem que ser aquele 5 tradicional, que volante que faz gol só é bom para a imprensa, tem que parar tudo e repensar.

    A minha lista teria uns 10 jogadores diferentes, pelo menos. Mas seguindo a linha de raciocínio dele, não é tão incoerente. Chamou Luiz Gustavo para ser um 5 de verdade, já que Fernando e Paulinho saem muito pro jogo. Optou por Jean

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  • O torcedor do Corinthians não quer nem pensar nessa possibilidade, mas ela é bem real. Daqui exatamente uma semana, o Timão poderá estar vivendo uma grande crise. Não seria loucura. Nem pessimismo.

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    A começar pela quarta-feira. Sei que muitos estão mais do que animados com uma virada sobre o Boca, mas faço parte daquela lista de “desconfiados”. Acho que é um jogo dificílimo e a necessidade de se fazer dois gols de diferença pesa muito no lado psicológico do Corinthians. Claro que irão me lembrar da final da Libertadores, quando o Boca foi batido por 2 a 0, mas ali era uma outra situação. Não era necessário vencer por dois, apenas aconteceu. Circunstância de jogo.
    Paulinho é uma das peças-chave do Corinthians. Crédio da foto: Agência CorinthiansNão à toa, Tite já começou a falar para o torcedor na entrevista coletiva depois do jogo contra o Santos. Já está pedindo paciência e apoio da torcida. Essa diferença de dois

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