Um sétimo dia de Jogos infeliz para as mulheres brasileiras em Londres. Eliminação no basquete, no futebol e no tênis de mesa. Derrota no handebol. Vitória sofrida no vôlei de quadra. Só Juliana e Larissa se salvaram no vôlei de praia. Na parte internacional, uma final para tirar o fôlego dos amantes do tênis. Há duas semanas Roger Federer e Andy Murray se enfrentaram no All England Club pelo título do Torneio de Wimbledon. Neste domingo, os atletas disputarão no mesmo local o ouro olímpico. Para Federer, será uma conquista inédita. Para Murray, o fim de um jejum britânico de mais de 100 anos sem a medalha dourada no esporte.
A primeira derrota das mulheres ocorreu no basquete. Depois de três resultados negativos na competição, o Brasil era obrigado a ganhar do Canadá para sonhar com a classificação à fase seguinte. Não conseguiu o feito. Com muitos erros ofensivos, a equipe comandada por Luís Cláudio Tarallo foi eliminada do torneio com uma derrota de 79 a 73. Na última rodada, vai apenas cumprir tabela contra o Reino Unido e tentar igualar a colocação de Pequim-2008.
No futebol, novo vexame. Depois de ser a segunda equipe do grupo, o Brasil teve que enfrentar as japonesas, atuais campeãs mundiais, logo nas quartas de final. Derrota por 2 a 0 e eliminação na pior apresentação da seleção na história olímpica.
No terceiro revés feminino nesta sexta-feira, as meninas do handebol perderam a invencibilidade no torneio. Já classificadas para as quartas de final, nossa Seleção não mostrou a mesma vibração e a mesma garra dos três primeiros jogos. Os erros da defesa no início do jogo custaram caro e, no final, derrota para a Rússia pelo placar de 31 a 27.
A única alegria das mulheres ocorreu no vôlei. Primeiro, a vitória sofrida da Seleção de quadra contra as chinesas. Vindo dois resultados negativos seguidos, contra os EUA e contra a Coreia do Sul, o Brasil era obrigado a ganhar da China para seguir com chances de classificação. Foi suado, mas vencemos a partida por 3 sets a 2 (parciais de 25-16, 20-25, 25-18, 28-30 e 15-10. Na praia, Juliana e Larissa sobraram. As brasileiras não deram chance para a dupla holandesa, formada por Gestel/Meppelink, e liquidaram a partida em dois sets fáceis (21/10 e 21/17).
Eliminação no tênis de mesa, recordes, medalha e decepção
Ainda entre as mulheres, só que nos esportes individuais, mais conquistas. Rosângela Santos fez o novo recorde sul-americano dos 100 metros rasos com o tempo de 11s07 e se classificou para a semifinal com o 11º tempo. No levantamento de peso, Juliana Ferreira estabeleceu nova marca brasileira na modalidade ao levantar 230 kg (somatório do arranque e do arremesso) e ficar na oitava posição na categoria até 75kg.
Vamos para o masculino. No judô, nova medalha para Rafael Silva. Na disputa do bronze na categoria pesado, o brasileiro venceu o sul-coreano Sung-Min Kim, número 5 do mundo, e subiu ao pódio logo na sua primeira Olimpíada.
No vôlei de praia, vitória de Ricardo e Pedro Cunha e ida para as quartas de final do torneio. Os perdedores da vez foram os espanhóis Gavira Collado e Pablo Herrera Allepuz.
Na vela, a confirmação do pódio. Com os resultados da nona e da décima regatas, Robert Scheidt e Bruno Prada garantiram ao Brasil, pelo menos, o bronze na competição. Para Scheidt, essa medalha o iguala a Torben Grael como os recordistas de medalhas em Olimpíadas: ambos possuem cinco.
No Parque Aquático, a participação brasileira foi aquém do esperado. Cesar Cielo não teve bom desempenho nos 50m livre e ficou apenas com a medalha de bronze. Outro brasileiro na prova, Bruno Fratus, ficou na quarta colocação. O ouro foi para o francês Florent Manaudou e prata para Cullen Jones, dos Estados Unidos.
No tênis de mesa, só derrotas. Eliminação da equipe feminina para a Coreia do Sul e no masculino para Hong Kong. Um adeus precoce do Brasil na competição por equipes.
Marco histórico no judô e final inédita no tênis
Na natação, nada mudou. Supremacia americana na modalidade. Ouro de Katie Ledecky nos 800m feminino. Vitória de Missy Franklin nos 200m costas e nova marca mundial: 2m04s06. Michael Phelps conquistou mais um tricampeonato olímpico. Desta vez nos 100m borboleta.
No atletismo, mais recordes e títulos. Na prova dos 100m com barreiras pelo heptatlo, a atleta do Reino Unido Jessica Ennis não só venceu como estabeleceu a nova marca mundial da modalidade: 12s54. No arremesso de peso masculino, o polonês Tomasz Majewki conseguiu o bicampeonato olímpico da prova ao atingir a marca de 21,89m.
Vamos para os destaques. Primeiro, o marco histórico no judô feminino. Pela primeira vez na história dos Jogos, uma atleta da Arábia Saudita participou de uma luta. Wojdan Shaherkani, de apenas 16 anos, foi eliminada logo no primeiro combate. Pouco importava para ela. Competir numa Olimpíada já foi uma conquista.
Segundo, a final do torneio de tênis. Não é um "déjà vu", é real. Duas semanas atrás, Roger Federer e Andy Murray brigavam pelo título do Grand Slam de Wimbledon. Agora, os mesmos tenistas entram no All England Club pela final olímpica. O suíço, número 1 do mundo, busca o único título que falta na carreira: uma Olimpíada.
Murray encerrou um jejum de 100 anos que um britânico não ganhava uma medalha no tênis, contudo quer acabar com um outro: há 104 o Reino Unido não sobe no lugar mais alto do pódio na modalidade. O último ouro foi nos Jogos de Londres-1908 com Arthur Gore.

