Já estou em Detroit para a sexta etapa do IZOD IndyCar Series, que será disputada neste domingo, 3 de junho, no circuito de rua de Belle Isle. Logo depois de Indianapolis, tivemos um treino muito produtivo no oval de Milwaukee e continuamos nossa maratona. Digo assim porque a Indy 500 foi a primeira de cinco provas em finais de semana seguidos. É uma correria maluca, mas extremamente prazerosa e estimulante.
Sobre a prova de Detroit e os preparativos para a próxima, no Texas, falarei na próxima coluna. Agora quero aproveitar esse nosso espaço aqui no Yahoo! para comentar algumas coisas da Indy 500 e, principalmente, sobre o incidente que quase me tirou da prova na 80ª volta.
Os mais céticos encontram sempre uma justificativa na física ou na matemática para explicar alguns acontecimentos. Mas como sou um homem de fé, muita fé, acredito total e absolutamente no Paizão lá de cima e também acho que as nossas vidas estão sujeitas a sorte e azar. É por isso que o resultado da Indy 500 teve um significado diferente para mim.
Obviamente que meu desejo não era chegar em 10º. Muito pelo contrário, eu estava pra lá de animado com o trabalho que fizemos e com o equilíbrio do carro. Eu tinha um carro para ganhar corrida e estava focado nisso. Minha boa posição de largada, o 6º lugar, permitiria que eu me livrasse das confusões que, às vezes, acontecem do meio do pelotão para trás e fui para cima.
Antes da primeira fase da corrida, variei entre o 5º e 12º postos, sempre mantendo uma tocada que me permitisse economizar pneus e combustível, mas sem que isso me obrigasse a perder muita distância em relação aos líderes, tudo dentro de nossa estratégia de seis paradas. Foi aí que houve o forte acidente com o Will Power. Foi muito violenta a pancada e felizmente nada aconteceu com meu companheiro de equipe.
Helio Castroneves entra no carro para a corrida. (Foto: AP)Agora, imaginem vocês o meu susto ao ver uma das rodas do carro dele vindo em minha direção? Só tive tempo de tirar um pouco para a esquerda e evitei um choque mais frontal ou coisa pior (não seria nada legal aquela roda na minha cabeça). Ainda bateu de raspão na minha roda dianteira direta. Foi coisa bem de leva, mas o suficiente para deixar meu carro bem instável e saindo muito de frente.
Mas isso foi o de menos. O importante é que nada aconteceu de mais grave com ninguém e consegui terminar a prova com alguns pontos preciosos para o campeonato, onde continuo como vice-líder. E, sim, tive muita sorte, com a Graça de Deus! Abraço a todos, até a próxima coluna e meus contatos são: @h3lio e press@heliocastroneves.com.

