Tite: "Libertadores não é mais forte que o Brasileiro" (Reprodução)Tite, técnico campeão da Copa Libertadores da América pelo Corinthians, foi o convidado do programa Bem, Amigos!, do canal fechado SporTV, nesta segunda-feira. Autor do famoso "fala muito", o treinador do Timão valorizou (e muito!!) o Campeonato Brasileiro, a ponto de considerá-lo superior, tecnicamente, ao do torneio internacional que acabou de vencer.
"A Libertadores tem um cunho emocional, mas ela não é mais forte que o Campeonato Brasileiro em termos técnicos. Jogar contra Flamengo, São Paulo, Grêmio... Boca, tem a mística, mas não é mais difícil", avaliou.
No programa, o técnico também comentou sobre os adversários do Corinthians na Libertadores. Chegou a dizer que a classificação contra o Vasco fortaleceu o time alvinegro, mas em termos de dificuldade elegeu o confronto contra o Santos, de Neymar, fora de casa, como o mais duro na caminhada do Timão rumo à conquista da competição sul-americana. "Enfrentar o Santos lá na Vila é muito difícil", ressaltou.
Já visando a uma reação no Brasileirão e à preparação do Corinthians para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa, no fim do ano, Tite pediu pela permanência do seu volante mais ofensivo, Paulinho, e de outro organizador no setor de meio-campo, Alex. O primeiro tem proposta do time italiano da Internazionale e o segundo teria recebido uma oferta de uma equipe do Qatar.
"É muito difícil a gente organizar uma equipe taticamente e ela conceber posição, função e se entrosar. E nós conseguimos isso. Sem um [camisa] 9 específico, se nós retirarmos esse jogadores, a equipe vai cair, vai voltar, vai andar para trás. Ao invés de retomar e poder crescer, ela vai retroceder. Não pode. Principalmente em um setor de transição e criatividade na frente", alertou o comandante, num tom quase que de apelo à diretoria corintiana.
Não só isso. Tite também falou sobre reforços e foi claro sobre o perfil que imagina ser útil à equipe: "precisa qualificar, mas não traga quantidade. Deixa que a gente aproveita a base. Traga qualidade. Reponha as peças. Reponha o Willian, o Castán. Reponha jogadores que tínhamos como opção. Hoje nós não temos um pivô, e às vezes é importante. Eu não posso ir para um jogo decisivo sem um pivô", enfatizou.
