ATIVIDADES DE AMIGOS

    Ponto de Bola
    • Desafio ao Galo

      O título da coluna é referência a um clássico da TV paulista nos anos 70. Um torneio de várzea que passava nas manhãs de domingo na TV Record. Quem ganhava o jogo permanecia. Seguia sendo desafiado.

      Como está sendo o time de Cuca. A cada rodada tem algum abutre que lembra que o Galo não vence uma competição nacional desde 1971, que Cuca - injustamente - não sabe decidir... Mas tudo pode passar. Deve acabar. Ainda mais com um time certinho como o Atlético Mineiro de 2012. O campeão estadual com sobras no primeiro semestre. Campeão do turno do BR-12 com uma rodada de antecedência. Com sobras. E até com um jogo a menos.

      É o time que, claro, não apenas fez mais pontos no campeonato. Tem impressionante aproveitamento de 82%. Em relação aos campeões nacionais desde 1971, apenas o Internacional de 1976 teve desempenho superior — espetaculares 84% do timaço de Falcão em campo e Rubens Minelli no banco.os na tabela.

      O time de Cuca é o que mais e melhor lança. Por isso, também, é apenas o 15º

      Saiba mais »de Desafio ao Galo
    • Ouro de bobos

      Se o Brasil vencesse o México, ouro quase tão provável quanto o do basquete masculino norte-americano (apesar dos adversários mais qualificados enfrentados pelo "Dream Team" de 2012), o time de Mano não seria a última Coca-Cola no deserto. Também não é por que merecidamente foi derrotado pelo México por 2 a 1 que passou a ser o único guaraná com nome de ovelha clonada no Saara.

      Essencial para o Brasil voltar a ser Brasil (ou ao menos vencer como Brasil contra equipes que, até domingo, "jogavam como nunca e perdiam como sempre...") é ter um mínimo de paciência. Com o time, com o treinador, com o nosso futebol.

      Até por que não há muito a fazer em relação às opções que Mano levou para Londres. Também não há muitas opções ao próprio Mano. É o que temos. É o que teremos para 2014. Pensando positivamente, com algumas vantagens: estaremos mais curtidos pela derrota prateada. Os jogadores vão aprender mais com o ferro londrino. Vão entrar ainda mais focados, e igualmente cobrados para 2014.

      Saiba mais »de Ouro de bobos
    • Brasil 1 x 2 México – É prata do Peralta

      E tinha um Chávez na lateral mexicana... E era sério

      Trinta anos depois do Sarriá, uma cabeçada de Oscar poderia ter empatado tudo. Mas a do excelente armador que foi do São Paulo foi desperdiçada, sozinho na pequena área, no último lance da disputa pelo ouro em Wembley. A do zagueiraço tricolor em 1982 foi defendida pelo monstruoso Zoff na Copa da Espanha. O Brasil perdeu para a Itália de Rossi. O Brasil perdeu para o México de Peralta.

      Milagres acontecem. Derrotas como a prateada em 2012, também. O Brasil deu o bote inicial na saída de bola mexicana, que foi rifada para a ponta esquerda. Rafael Silva fez a primeira besteira da tarde e a perdeu. Peralta, não. Com 28 segundos abriu a contagem que seria ampliada aos 29 do segundo tempo. Com o mesmo bom centroavante do bom time mexicano, aproveitando de um vacilo numa bola parada (de uma falta inexistente) de Hulk. O mesmo atacante que substituiu o perdido Alex Sandro (num achado desperdiçado por Mano) com meia hora de jogo. Ou de partida bem vencida pelo México. Hulk acabou sendo o

      Saiba mais »de Brasil 1 x 2 México – É prata do Peralta
    • O livro de Marcos

      Marcos autografa a autobiografia na Saraiva Eldorado, 7/8, 19h

      Perdão pelo merchan e pelo caráter confessional. Mas quando se escreve uma autobiografia de um mito é preciso vender o peixe. Melhor: o porco. Falo os milagres, mas não digo o santo. Até porque ele não se acha tudo isso. E por isso ele é ainda mais que tudo.

      São Marcos, como está escrito na capa da obra da Universo dos Livros ("Nunca Fui Santo", que ele e eu autografamos na Saraiva do Shopping Eldorado, na terça-feira, a partir das 19 horas, em São Paulo), sabidamente não é o santo que foi canonizado após fechar a meta palmeirense nas quartas-de-final da Libertadores de 1999 contra o maior rival — justo o time de coração de quase toda a família do Marquinho em Oriente, interior paulista.

      Marcos é o cara que catou tanto e quase ninguém manda essa figura se catar. É um sujeito que até zoa os rivais — mas com o mesmo respeito com que se impunha na meta e um pouco à frente dela, quando fechava o ângulo com a mesma facilidade com que não consegue fechar a boca quando vê algo errado. Ou

      Saiba mais »de O livro de Marcos
    • Brasil 3 x 2 Honduras

      Antes de tudo, Honduras é bom time. Mesmo. Antes do ouro, o Brasil é o melhor time nos Jogos. Mas pode e deve jogar um pouco mais. E também não deixar os rivais jogarem fácil como fez muito difícil a seleção hondurenha para o time de Mano.

      Na primeira bola espirrada e na primeira chance que criaram com a marcação alta no campo brasileiro fizeram um gol. Na primeira finalização da segunda etapa fizeram 2 a 1 num lance em que Gabriel nada poderia fazer — embora ele venha passando a impressão que mais coisas poderia fazer na meta brasileira.

      No meio dessa história, o Brasil teve cinco chances no primeiro tempo e empatou com Leandro Damião, num belo lance de Neymar para Hulk cruzar e os hermanos nos darem o empate. Como o bom lateral Crisanto deu ao árbitro duas chances para mostrar dois amarelos recebidos e merecidos.

      O Brasil mais uma vez teve sorte mais que futebol de campeão. Depois do segundo gol deles, ganhou um pênalti tolo em Damião, bem batido por Neymar. Quer faria outro bom

      Saiba mais »de Brasil 3 x 2 Honduras
    • Brasil 3 x 1 Bielorrússia

      Uma bola cruzada, desatenção do volante, não chegaram os zagueiros, gol brasileiro. Mas de Renan Bressan, o catarinense que virou bielorusso. Um a zero para eles, aos 7.

      Uma bola cruzada por Neymar, não chegaram os cinco zagueiros do 5-3-1-1 rival, e Pato mostrou sua qualidade para cabecear e empatar em um dos poucos lances dos primeiros 45 minutos. De um jogo em que o time europeu marcou e só chegou em bolas longas ou cruzamentos tortos contra um Brasil que avançou os laterais, mas pouco criou.

      Mano montou um 4-2-3-1 mais típico que o da estreia. Voltou com Hulk pela direita, cortando pra dentro, na dele. Com Oscar (o melhor) organizando por dentro. Com Neymar na primeira etapa ainda tímido e individualista, pela esquerda, mais caindo que Diego Hypolito em Olimpíada.

      Mas, na segunda etapa, o genial santista fez a diferença. Não apenas na bola parada, criada pela habilidade de Pato, que cavou a falta que Neymar jogou no ângulo do bom goleiro bielorrusso, aos 19 do segundo tempo.

      Saiba mais »de Brasil 3 x 1 Bielorrússia
    • Brasil 3 x 2 Egito

      Não podemos supervalorizar a estreia brasileira na Olimpíada como a TV com direitos vende o torneio como se fosse a Copa Intergaláctica.  Muito menos podemos ignorar a boa primeira etapa do Brasil como fizeram algumas emissoras sem os direitos de transmissão.

      Estamos todos mais errados na imprensa que o sistema defensivo egípcio que assistiu ao time de Oscar enfiar uma bola para Rafael abrir o placar, aos 15 minutos. Que não viu o chutão da zaga sobrar para Oscar dar o segundo gol a Leandro Damião, aos 25. Nem acompanhou Neymar iniciar o lance que Hulk  devolveu na cabeça dele, aos 29.

      O Brasil fez fácil o primeiro tempo em Cardiff. Jogo que começou complicado pela marcação adiantada de dois atacantes e dois meias egípcios. Mas a falta de qualidade rival para marcar, e a sobra de talento brasileiro compensaram. Tanto quanto a movimentação do ataque brasileiro. Oscar (de novo a partir da direita), Hulk (do outro lado) e Neymar centralizado e mais próximo de Damião fizeram do 4-2-3-1

      Saiba mais »de Brasil 3 x 2 Egito
    • Trinta anos do tetra

      Falcão marca o segundo gol de Itália 3 x 3 Brasil, na conquista do tetra

      São 30 anos. Não parece que foi ontem a conquista do tetra na Espanha. Mas foi um show. A Alemanha era campeã europeia, tinha um excelente time. Mas vinha cansada da prorrogação na semifinal contra a ótima França. Fez 1 a 0, gol do artilheiro Hrubesch, em mais uma bobeada defensiva brasileira. Nosso setor direito era vulnerável pelo rodízio que Telê bolou sem treinar devidamente. Por ali eles fizeram estragos contra o desprotegido Leandro, que não tinha a guarida nem de Sócrates, nem de Falcão, nem de Cerezo, nem de Zico.

      Mas havia para jogar futebol Zico. Sócrates. Falcão. Cerezo. Júnior. Leandro. A bomba de Éder, que Schumacher não segurou. Havia um então pálido Serginho Chulapa que desencantou e virou o jogo. Sócrates fez o terceiro, na metade do segundo tempo. Zico marcou o sensacional quarto gol, o da consagração, que nem Rummenigge conseguiu ofuscar, diminuindo o placar quando o Brasil, para variar, estava todo no ataque.

      O tetra em campos espanhóis foi um show de futebol. O

      Saiba mais »de Trinta anos do tetra
    • Galo mineiro

      Não é cavalo paraguaio o melhor líder depois de 11 rodadas do Brasileirão por pontos corridos.

      É o Galo Mineiro. O time bem bolado por Cuca, muito bem armado por Bernard, e bem finalizado por toda a equipe.

      Ah: E tem que o Ronaldinho Gaúcho.

      O genial camisa 49 já jogou muito mais. Mas mesmo longe do ideal, e até em função pouco usual (o meia centralizado do 4-2-3-1), ele é mais um que faz do Atlético o melhor time do BR-12. Disparado.

      Se vai ficar pelo caminho depois de grandes campanhas, como em 1977 e 1987, para citar as mais doídas e doidas, essa é outra história.

      Mas que pinta melhor que qualquer outro dos 19 adversários, essa é a história que o Galo está fazendo.

      O Vasco segue muito bem, mas precisa substituir Diego Souza e mesmo Fágner.

      O Fluminense tem muito potencial, mas ainda patina em jogos que não pode.

      O Botafogo vai crescer. Como o Grêmio pode se manter entre os bambas, como o São Paulo pode se acertar, como o Inter ainda tem chance.

      Mas fica difícil dizer qualquer coisa.

      Saiba mais »de Galo mineiro
    • É isso mesmo no BR-12?

      Nove jogos para cada time já dá para ter uma ideia do Brasileirão.

      Será?

      O campeão da América só agora está entrando em campo. E ainda mal. Fugiu da turma do funil, mas tem um ponto apenas acima da linha do barro. O Corinthians sofreu demais para ganhar do Náutico, que não é tudo isso. Mas vai se recuperar. Vai jogar bola. E se preparar para o que importa, em dezembro: o Mundial.

      O campeão da Copa do Brasil só agora vai voltar ao BR-12 onde mal estreou mal. Mas, contra o São Paulo, ainda que desfalcado e com elenco limitado, mostrou que, como o maior rival, vai sair das catacumbas do rebaixamento. O Palmeiras vai crescer.

      Sport e Náutico, por ora, estão se saindo melhor que a encomenda. Como a Ponte Preta de Gilson Kleina. Outra equipe que apostou na manutenção de um um treinador e de um trabalho e vai colhendo frutos. Mais ou menos como o Coritiba, que pode e deve se recuperar na tabela.

      Incógnita, mesmo, é o Santos. Agora privado de Neymar pela Olimpíada (e não posso escrever o mesmo

      Saiba mais »de É isso mesmo no BR-12?
    Carregando...