Hoje, 21 de dezembro, dizem (ou dizem que disseram...) os maias, acaba o planeta. Hoje, o pai que me trouxe ao mundo completa 76 anos. Em agosto, na última vez que saiu de casa para passear, ele e mais de sete mil pessoas foram ver São Marcos lançar a biografia que escrevi. Muitas criaturas – inclusive ele – mal chegaram perto de quem bem perto nos levou ao céu. Muitos sentiram o prazer sem palavras que eu tive de colocar em palavras no livro quando chegarem perto do ídolo que não é santo.
Como o garoto da foto, dos primeiros a pegar um dos autógrafos assinados até três da manhã por Marcos. Foi a única fotografia que eu tirei em sete horas de assinaturas. Essa imagem vale mais que qualquer destas linhas. Mire o olhar do garoto a alguns centímetros de Marcos na noite-madrugada de autógrafos. O menino está vendo Papai Noel. Ou o Super Homem. Ou o Capitão América. O ídolo que você quiser. O super-herói que você sonhar. O mito que não tem como quantificar.
Não tenho mais como olhar meu
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