ATIVIDADES DE AMIGOS

    London Calling
    • Primeiro clube de Londres a conquistar a Liga dos Campeões, o Chelsea começou no campeonato inglês com uma contundente vitória por 2 x 0 sobre o Wigan mesmo atuando fora de casa. Mas pergunte à comissão técnica ou aos jogadores sobre o que eles mais querem nesta temporada. A resposta parece ensaiada: o bicampeonato da Liga dos Campeões e o título nacional. Ninguém pensa em Mundial de Clubes nem no Corinthians.

      "Temos reforços importantes, vamos buscar o segundo título europeu e tentaremos brigar pelo campeonato nacional até a última rodada", disse o meia Frank Lampard. O zagueiro brasileiro David Luiz não foi diferente: "Somos campeões europeus e manter isso será difícil. É o grande objetivo do ano", afirmou. O técnico Roberto di Matteo deu o tom: "Conseguimos uma façanha no ano passado e faremos de tudo para repetir."

      O grande objetivo do Corinthians para o resto desta temporada para o Chelsea quer dizer muito pouco. Nas últimas semanas, perguntados por brasileiros, muitos torcedores

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    • Começava com uma troca de pins. Passavam para o Facebook ou o Twitter. Números de telefone. Até que, sem muito critério, acabavam na cama. Era esse o ritual da corte na Vila Olímpica de Londres-2012, de acordo com o jornal Daily Mail. O relato teria vindo de um atleta britânico que participou de algumas das melhores e mais exclusivas festas dos Jogos e que elegeu as ucranianas (que inveja) como as mais atrevidas de todas.

      Segundo o atleta, a diversão só começa mesmo depois da primeira semana das Olimpíadas. "Na segunda semana ficou mais emocionante. Um colega britânico arrumou um encontro com umas atletas ucranianas que queriam se divertir em Londres. Coloquei elas na lista de um clube, dançamos e eu beijei uma delas. Chamamos para o quarto", contou. Diz ele que as duas, loiras de olhos azuis, também se beijaram para excitar os hóspedes. E por aí vai...

      A goleira da seleção americana de futebol, Hope Solo, já tinha contado que "existe muito sexo na Vila Olímpica" e relatou que em

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    • Apenas dias depois de acabarem os Jogos Olímpicos a Grã-Bretanha está desperdiçando toda a simpatia que atraiu com o esporte graças ao impasse diante da embaixada do Equador, onde está o fundador da Wikileaks, Julian Assange. É essa a opinião de turistas e de britânicos que tentam evitar a extradição do ativista para a Suécia, onde ele responderia por uma acusação de estupro e, mais tarde, seria enviado aos Estados Unidos.

      Depois de 18 dias de competição, os britânicos conseguiam até ser simpáticos com estranhos. A imprensa e os visitantes aprovaram a hospitalidade, o clima tranquilo e, em alguns casos raros, houve até quem gostasse da comida local. Mas a ameaça de invadir a embaixada equatoriana para impedir Assange de deixar o país acabou minando a atmosfera positiva do período dos Jogos.

      "Parece uma lembrança ruim. É como se o fim das Olimpíadas tivesse de lembrar às pessoas que aquilo foi só um sonho de verão mesmo", disse o empresário sueco Niklas Hakkon, 27, que divide seu tempo

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    • A Londres feliz das Olimpíadas acabou, pelo menos por hoje. Grande parte da zona norte da cidade está deprimida com a transferência de Robin van Persie do Arsenal para o Manchester United, por quase R$ 80 milhões. Na parte sul, o foco está na embaixada do Equador, que pode ser invadida a qualquer momento pela polícia para prender o fundador da Wikileaks, Julian Assange.

      Na televisão, ao contrário do que acontece no Brasil na maioria dos grandes eventos, a cobertura olímpica se esvaiu rapidamente, já na segunda-feira. Nos jornais ainda há bastante espaço para os herois nacionais, mas a atenção já está na abertura do campeonato inglês, neste fim de semana, e na guerra civil na Síria. O caso Assange nem teve tempo de ir às bancas, já que se agravou nesta madrugada.

      Mas o grande assunto neste país que ama futebol mais que esportes olímpicos é o campeonato nacional. É grande o descontentamento com a abertura já neste fim de semana é grande. "Mal acabaram as Olimpíadas, precisávamos de mais

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    • A pira olímpica mal tinha esfriado e os políticos britânicos, assim como os chineses quatro anos atrás (embora sem necessidade de convencer eleitores), já buscavam holofotes para ganharem destaque pela organização dos Jogos. O prefeito de Londres, o acrobático Boris Johnson, ficou tão popular que já faz movimentos para ocupar o lugar do primeiro-ministro, David Cameron, que é também do Partido Conservador.

      Em entrevista ao "Evening Standard", Johnson, aquele mesmo que acabou pendurado no ar durante uma ação para promover o evento, disse que existe "inércia" no governo de seu colega e que "Londres tem de puxar o crescimento do país, como mostrou que é capaz de fazer nestes Jogos Olímpicos". Durante a cerimônia de encerramento, a aprovação ao prefeito foi claramente maior que a  do premiê.

      Durante os Jogos, Johnson foi acusado de afastar turistas da cidade por conta de seus alertas no metrô, dizendo às pessoas que se afastassem do centro ou tirassem férias fora da cidade. Os

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    • Desde uma semana antes dos Jogos Olímpicos este blog contou que os britânicos e os visitantes não davam a mínima para as canções escolhidas por Londres-2012 para animar o público. A tenebrosa "Survive", da banda Muse, foi um retumbante fracasso em todos os locais de competição. No velódromo, a trilha sonora composta pelo Chemical Brothers não foi mal, mas ganhando tudo ficou fácil para os torcedores da casa não reprovarem.

      Pois assim que acabaram os Jogos uma das maiores marcas esportivas do mundo fez o que era óbvio: pegou seus atletas e usou em uma propaganda com a trilha sonora que realmente toca nas ruas da cidade-sede das Olimpíadas. Foi Queen o dia inteiro, com "Bicycle Ride", "We Are the Champions" e, em especial, "Don't Stop me Now". Foi só colocar David Beckham, também excluído das competições, e medalhistas britânicos. Voilà.

      Aparecem o ciclista Chris Hoy, o maior medalhista olímpico do país em todos os tempos, a heptatleta Jessica Ennis, a lindíssima ciclista Victoria

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    • A organização dos Jogos Olímpicos de Londres teria sido um retumbante sucesso se não fossem os assentos vazios em várias partes dos locais de competição apesar da monstruosa procura semanas antes. Mas depois de fazerem beicinho, tanto britânicos como visitantes já perguntam nas ruas, em especial nos bairros boêmios, como assistir ao vivo as Paralimpíadas.

      Além de algumas competições que despertam atenção em todas as edições, como o basquete em cadeiras de rodas e as competições de atletismo, os ingressos já estão praticamente esgotados até em eventos que normalmente não atraem tanto público na edição para portadores de necessidades especiais, como o vôlei sentado. Para muitos, é a chance única de entrar no Parque Olímpico. As competições vão de 29 de agosto a 9 de setembro.

      Para a dona de casa Claire Dunway, 45, "foi muito frustrante passar a noite na internet tentando comprar ingressos e, aleatoriamente, só conseguir assistir arco e flecha". "Eu não deveria, mas estou tentando ir às

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    • Em nome do futuro, o Rio está destruindo seu passado, diz NYT

      Qual será o legado do Rio-2016. Foto: Marcelo Cortes/Foto Arena/AEPor Fernando Figueiredo Mello

      Em artigo publicado no domingo, o jornal americano "The New York Times" questiona a forma como o Rio de Janeiro está se preparando para as Olimpíadas de 2016. O artigo, assinado por Theresa Williamson e Maurício Hora, cita a comunidade do Morro da Providência para exemplificar a maneira como as autoridades lidam com as populações mais pobres na cidade.

      "As Olimpíadas de Londres terminaram no domingo, mas a batalha dos próximos Jogos já começou no Rio, onde aumentam os protestos contra despejos ilegais de moradores mais pobres. Na verdade, as Olimpíadas do Rio estão prestes a aumentar a desigualdade em uma cidade já famosa por isso."

      Assim começa o artigo, que depois conta um pouco da história da favela da Providência, formada em 1897, por ex-combatentes da Guerra de Canudos, além de imigrantes europeus e escravos livres. O local é um dos mais importantes da história afro-brasileira, dos primeiros sambas compostos e de tradições negras importantes. Hoje,

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    • É certo culpar um jovem de 20 anos, como Neymar, pela perda do ouro olímpico?Nesta segunda-feira, durante o programa Linha de Passe, da ESPN Brasil, o comentarista Mauro Cezar Pereira fez uma análise interessante sobre a maior tolerância que há por boa parte dos torcedores brasileiros em derrotas da seleção de vôlei masculino, como a do último domingo em Londres para a Rússia, e a maior crítica em relação aos insucessos do futebol, como na perda do ouro olímpico no sábado, na derrota para o México.

      "Discordo totalmente da maneira como se tratou a derrota do futebol e a do vôlei. Tudo bem que o vôlei tem um cartel de vitórias e títulos, os caras viraram quase que heróis nacionais, mas a derrota do vôlei [contra os russos na final da Olimpíada] foi mais ou menos como se o Brasil [seleção de futebol] tivesse ganhando de um adversário por 2 a 0, tivesse um pênalti, perdesse, o juiz mandasse voltar, perdesse de novo e tomasse 3 a 2", comparou referindo-se a virada que o time de Bernardinho levou da Rússia, por 3 sets a 2, após estar vencendo por 2 sets 0 e ter tido

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    • Uma nova campanha começou na Grã-Bretanha: acham que querem diminuir suas vitórias. Jornais, rádios e o público em geral fica bastante incomodado quando alguém sugere que o Team GB ganhou medalhas controversas, especialmente no boxe, na ginástica artística e em outras modalidades que dependem de notas e de punições para oferecerem resultados.

      Nem a sóbria BBC escapou do nacionalismo cego ao fazer seu balanço olímpico quando falou de críticas a árbitros que notoriamente deram uma forcinha para os esportistas da casa. Ao tratar do noticiário internacional após o encerramento, desde o domingo, estão sobrando alfinetadas do nível "eu tenho mais medalhas que você", principalmente para os franceses.

      O principal alvo foi o jornal "L'Equipe", que citou uma bizarra vitória de um pugilista britânico que perdeu os dois primeiros rounds de sua luta por mais de dois pontos cada e que milagrosamente conseguiu se classificar após um suposto espancamento do rival no último assalto. "Será que essas

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