Elenco alviverde na carreata da vitória em São Paulo. Foto: DJALMA VASSÃO / Gazeta PressPaixão exalando por todos os poros. O Palmeiras é um time movido por sentimentos. Um organismo vivo e, talvez, por isso tenha amargado um jejum de títulos nacionais. Triste sina quebrada na noite desta quarta-feira, quando sob o comando de Felipão o Alviverde paulista voltou a ser imponente e conquistou a Copa do Brasil.
O futebol exibido pelo clube na competição pode não ter sido belo, mas foi moderno e eficiente. Para voltar a vencer o Verdão se reinventou. Foi aguerrido e duro. Jogou à moda de seu comandante e assumiu grandes riscos em Curitiba. Não ter medo da derrota é premissa dos vencedores.
Nem o primeiro gol arrefeceu a confiança palmeirense que empatou logo depois. Era como se todo o peso da camisa alviverde fosse usado para manter a equipe firme. A notável certeza de conquistar um título importante novamente fez do Verdão campeão antes de sequer pisar no Couto Pereira.
Incrível que o título tenha chegado no caldeirão do coxa apelidado de 'Green Hell'. Nos últimos anos o Palmeiras passou por todos os círculos do inferno e testou a fé de sua torcida como poucas vezes na sua vencedora história.
E como foi duro o caminho até conquista da Copa do Brasil A paixão da torcida e dos dirigentes muitas vezes se confundiu com a raiva impotente diante de um fracasso. E o clima conturbado virou sinônimo de Palmeiras. Como se a fronteira que separa o amor do ódio não existisse mais.
Acostumada a vitórias, a multidão que canta e vibra se tornou um tanto casmurra e pessimista, mas nunca deixou o clube de lado. Seja por amor incondicional ou pela simples certeza de que o clube voltaria a ser campeão, os amantes do Verdão foram mais do que simples torcedores. Eles foram cúmplices da equipe.
Era óbvio que o gigante alviverde voltaria a vencer. Todo palmeirense tinha plena convicção disso. A maior conquista do Palmeiras na noite desta quarta-feira não foi vencer a Copa do Brasil e sim voltar a ser ele mesmo.
