ATIVIDADES DE AMIGOS

    De Olho na Copa

    Os aeroportos e a cultura do improviso

    A infra-estrutura aeroportuária é um dos principais nós da organização da Copa do Mundo e, no entanto, foi um dos últimos a ser atacado pelo governo federal. Mas ao menos o cenário está, com o perdão do trocadilho referente aos nevoeiros nos aeroportos paulistanos desta semana, menos nebuloso. Nesta quinta (14), os contratos de concessão dos aeroportos de Viracopos (Campinas), Cumbica (Guarulhos) e o Juscelino Kubistchek (Brasília) foram assinados. Viracopos ficará sob mãos privadas por 30 anos; Brasília, por 25; São Paulo, por 20.

    Os três aeroportos juntos, segundo a Agência Brasil, respondem por 30% do movimento de passageiros em todo o País. E o acordo assinado entre o governo federal e as concessionárias deverão cumprir, por contrato, a ampliação e modernização desses aeroportos dentro do prazo previsto para o Mundial. Se isso não ocorrer, a multa é de 150 milhões de reais, mais 1.5 milhão a cada dia de atraso.

    De seu lado, o governo responde a todas as indagações sobre as reformas de aeroportos com otimismo, o que é praxe. O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, insiste no discurso de que tudo vai dar certo até a Copa e já trabalha com o Plano B para evitar muvuca no Mundial. "Não teremos problemas com aeroportos para a Copa porque também temos reservas de emergência com grandes aeroportos que são bases aéreas", disse ao programa de rádio O Governo Escuta, do Gabinete Digital do Governo do Estado, segundo o site Sul 21.

    De alguma forma, usar bases aéreas é uma enorme contradição frente ao que diz o ministro. Se tivermos que apelar para esta solução, significa que muita coisa não estará bem em junho de 2014. Nos aeroportos, como quase tudo no Brasil, o improviso deverá dar a tônica.