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    Casca Grossa

    Renan, o Barão que espera ser Rei no UFC

    Barão: um passo para o estrelatoRenan Barão é mais dos que encarnam pra valer a cara e a coragem dos lutadores brasileiros. Criado pelos avós na periferia, o atleta de Natal (RN) engrossa a estatística dos que arriscaram todas as fichas em melhorar de vida dentro do mundo da luta, com momentos típicos de 'vender jantar para comprar almoço'.

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    Com a persistência veemente e talento nato, teve participação massiva em diversos eventos nacionais. Após 23 vitórias sobre compatriotas, finalmente alçou voo. Chegou ao Ultimate e em breve pode dar o passo mais significativo da carreira. Barão subirá ao octógono do UFC 149 no sábado e disputará o cinturão interino dos galos contra o norte-americano Urijah Faber, na luta principal da noite.

    Caso consiga o mérito - que seguirá vigente até que o Dominick Cruz (campeão oficial da faixa de peso) se recupere de lesão e possa unificá-lo -, Barão atestará o quarto mérito máximo do Ultimate atual para o Brasil, e se juntará a Anderson Silva, Júnior Cigano e José Aldo. Se for vitorioso, o Brasil passará os Estados Unidos em número de cinturões atuais do Ultimate.

    Para se credenciar, o potiguar teve três atuações de eficiência gradativa no Ultimate. Mas também contou com certa dose de sorte: Cruz e Faber estavam com desafio agendado, mas a contusão e o tempo extenso de recuperação do primeiro forçou o UFC a estipular a disputa de cinturão interino.

    Além disso, Barão vem de sequência fantástica de 29 combates invictos na carreira. Na última apresentação, contra Scott Jorgensen (vitória por pontos), foi racional na medida certa e manteve o timing correto para evitar sete tentativas de quedas do adversário, fato que também será grande carta na mesa para deter o jogo previsível, mas sempre perigoso de Faber.

    Barão ainda reside na capital do Rio Grande do Norte, mas quando tem lutas marcadas muda para o Rio de Janeiro. Tem no padrão de luta o pedigree da Nova União, equipe capitaneada por André Pederneiras e com tradição intensa entre os pesos mais leves.

    Na prática, o atleta de Natal tem desenvoltura suficiente para aplicar chutes giratórios, joelhadas voadoras e combinações explosivas de socos/chutes nas pernas, que ditam o ritmo dos combates. Tudo isso misturado com jogo de solo perigoso e recheado por 13 vitórias por finalização.

    Mesmo com algumas minúcias técnicas distintas, dá para dizer que Renan Barão segue basicamente a mesma cartilha do companheiro de treinos José Aldo (campeão peso pena).

    Se teremos outro 'dínamo brasileiro' com a peça metalizada e tão cobiçada do UFC na cintura para reforçar o moral do País entre as categorias mais leves, basta aguardar.