ATIVIDADES DE AMIGOS

    Casca Grossa

    E se Anderson Silva perder?

    Anderson: hegemoniaCalma lá, você que leu o título deste post e achou que perdi a sanidade.  Abra a cabeça, pense um pouco de forma menos convencional. A luta entre Anderson Silva e Stephan Bonnar acontece dia 13 de outubro, com favoritismo dantesco do astro brasileiro.

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    Bonnar subirá ao octógono com sequência de três vitórias sobre lutadores de menos expressão: Kryzstof Soszynski, Igor Pokrajac e Kyle Kingsbury. Anderson detém o recorde de vitórias (16)  e jamais foi derrotado na organização. A lista de destruição inclui nomes como Dan Henderson, Forrest Griffin, Vitor Belfort e Rich Franklin.

    Mesmo com o embate encarado por muitos como 'desafio de exibição', e a aposta principal gira em torno de saber quantos rounds Bonnar vai aguentar, existe outra possibilidade a ser levada em conta, mesmo que teoricamente incrustada no acaso: o que aconteceria se Anderson perdesse?

    Claro que a notícia abalaria o mundo da modalidade, mas com a hegemonia entre os pesos médios resguardada - a disputa contra Bonnar acontece na categoria meio-pesado - inicialmente, o desenvolvimento crescente do MMA no Brasil não se abalaria tão intensamente. Tudo bem que o Spider faz o papel de ídolo máximo em uma modalidade sazonal e que ganha espaço a cada dia no panorama esportivo brasileiro, como tênis, vôlei e fórmula 1 também foram no passado.

    A vantagem das artes marciais mistas é que as esperanças atuais não estão centralizadas em um único atleta, existem outros ídolos com resultados expressivos, que mesmo sem alcançar a tal 'fama de popstar' de Anderson, podem representar muito bem a máxima de que 'brasileiro gosta de esporte em que brasileiro vence'.

    Um inusitado revés também pode quebrar a mística da invencibilidade, proporcionar um 'fator dramático' extra e fazer o Spider entrar de cabeça de vez em desafios mais ousados...  como o tão esperado contra Georges St.Pierre e, quem sabe (!), contra Jon Jones?

    Para Bonnar, existe certa pressão. O combate representa a chance final de lucrar e finalmente convencer na carreira iniciada em 2001 e quase catapultada após a final histórica do primeiro TUF, contra Forrest Griffin.

    Ele tem, no mínimo, de apresentar  performance respeitável. Como se diz nos dos jargões das lutas, 'medo pode ser o grande motivador'. Desta vez, resta saber até que ponto.

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