Quem apenas se informa sobre o resultado da partida entre Paraguai e Venezuela, que terminou em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação e definiu a classificação guarani nos pênaltis, pode ter a impressão que foi um resultado normal. Afinal, a equipe paraguaia eliminou o Brasil nas quartas de final e seria normal passar pelos valentes venezuelanos.
Paraguais celebram a vaga na final da Copa América
Bem, a história não foi bem assim. Quem assistiu ao menos 45 minutos de jogo viu que o Paraguai foi completamente dominado pelo time Venezuelano, que jogou melhor ao menos 80% do tempo. Nos trinta minutos finais da prorrogação, o domínio da seleção vinotinto foi ainda maior.
Encurralado, o Paraguai se segurou jogando todas as suas fichas no goleiro, Justo Villar. E estavam certos, ele conseguiu defender um pênalti de Lucena e isso foi o suficiente para garantir o time guarani na grande final do torneio.
E o que garantiu o Paraguai na final?
O Paraguai é finalista da Copa América jogando um futebol feio, mas muito eficiente e pragmático. Para justificar a afirmação basta olha o retrospecto guarani: cinco jogos e cinco empates. A conquista da vaga está intimamente ligada a disciplina tática dos paraguaios, seu bom poder de marcação e grande fase de Justo Villar.
Entra na conta da classificação paraguaia também um fator muito importante no futebol. Sempre costumo afirmar que para uma equipe vencer a outra é preciso ter: maior poderio técnico, equilíbrio emocional e sorte. Se a seleção paraguaia muitas vezes se viu encurralada diante de adversários tecnicamente superiores (contra Venezuela isso novamente aconteceu), o time pode se orgulhar da virtude de ter um equilíbrio emocional acima da média e uma dose cavalar de sorte.
Além das dezenas de chances perdidas do Brasil no último confronto, o Paraguai conseguiu a vaga na final por conta de alguns centímetros contra a Venezuela. Foram duas bolas na trave - Arango e Fedor - e defesas importantes de Villar.
Festa paraguaia enquanto o aguerrido time venezuelano fica com o gosto amargo na boca e a ideia fixa de que sua sorte poderia ter sido diferente. Nem sempre ser melhor garante um resultado positivo no futebol. Que o diga o Brasil. E que o diga a Venezuela.
