Vida de enviado especial não é das mais fáceis, contudo, existem sim alguns momentos de descontração em uma cobertura como a da Copa América. Além disso, aparecem oportunidades inusitadas. Estava trabalhando na última terça-feira quando recebi o convite de uma fabricante de material esportivo. Nada menos que jogar ao lado de Cafu e Enzo Francescoli.
Vencedores queriam tirar foto ao lado de Cafu
Como não sou tolo, aceitei de imediato. Fui escalado na equipe de Cafu e jogar ao lado de alguém como ele é muito fácil. Dizem que o craque melhora todo um time e, levando em conta o desempenho do nosso que tinha como base jornalistas, Cafu é um gênio do futebol.
O capitão do penta mostrou que ainda está em plena forma. Correu o tempo todo e liderou o time em todos os momentos. Posso dizer que ainda mostra futebol para jogar em times de ponta no Brasil e deixaria Mano Menezes confuso.
Eu atuei como 'enganche', quase um Valderrama naquela mítica seleção colombiana dos anos 1990. Fiz algumas triangulações, dei bons passes e posso dizer que representei bem o Yahoo! Esportes.
No fim do torneio acabamos com o vice-campeonato. Mas, para os que pensam que o futebol brasileiro anda em baixa, basta dizer que enquanto eu e o filho mais famoso do Jardim Irene estávamos em campo, nossa equipe não tinha sofrido nenhum gol e estava invicta. Fui substituído e nossos rivais empataram. Depois tiveram a ousadia de sacar Cafu do time e acabamos perdendo a decisão. Professor Pardal tem em todo lugar. Até mesmo em torneios de jornalistas.
