ATIVIDADES DE AMIGOS

    Blog André Henning
    • O gesto foi marcante. Todos os noticiários esportivos do dia seguinte deram destaque à festa da torcida corintiana ao término do jogo contra o Boca. Ainda enraivecida com a arbitragem do paraguaio Carlos Amarilla (e não vem aqui ao caso discutir se estava mal intencionado ou não), a fiel torcida esqueceu a eliminação da Libertadores e reverenciou seus ídolos. Um time que, até aquele instante, havia vencido tudo o que tinha disputado – Brasileirão, a mesma Libertadores, Mundial. A derrota era apenas um detalhe do futebol.

      Os jogadores, a caminho do vestiário, diminuíram o ritmo das passadas. Pareciam não entender o que estava acontecendo. Que grito era aquele que vinha das arquibancadas? Era mesmo a torcida cantando, a plenos pulmões, o hino do clube? Aquela mesma torcida que, vira e mexe, cobra, invade treinos, tentar bater em jogadores?? Não, era mais que isso. Era o sócio das organizadas também, mas acima deles era o torcedor comum agradecendo a luta em campo. Emocionado pelo que

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    • Sei que de hoje até dezembro serão mais uns cinco “jogos do ano” para o Corinthians, mas é inegável que a partida de hoje contra o Boca é daquelas para entrar para a historia do clube. Ou não.

      Pensem bem: chegue o Corinthians num eventual bi-campeonato da Libertadores (tá longe ainda, mas estamos apenas supondo), qual terá sido o jogo mais importante? Qual terá sido a partida em que o Corinthians mais esteve em risco de cair fora? Qual gol seria o mais importante na caminhada? (Sobre 2012, aliás, qual foi mais importante: o de Paulinho contra o Vasco e a defesa do Cássio ou o de Romarinho na Bombonera?)

      Não tenho dúvidas de que, ao olhar pra trás, esse jogo contra o Boca deverá ter sido o divisor de águas. Ter que vencer o copeiro time argentino por dois gols de diferença não é tarefa simples, esteja o Boca na situação em que estiver. Eles sabem catimbar, “murchar” a bola, diminuir o ritmo da partida e tomar controle da situação. Como fez na final do ano passado, o Corinthians não pode

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    • O torcedor do Corinthians não quer nem pensar nessa possibilidade, mas ela é bem real. Daqui exatamente uma semana, o Timão poderá estar vivendo uma grande crise. Não seria loucura. Nem pessimismo.

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      A começar pela quarta-feira. Sei que muitos estão mais do que animados com uma virada sobre o Boca, mas faço parte daquela lista de “desconfiados”. Acho que é um jogo dificílimo e a necessidade de se fazer dois gols de diferença pesa muito no lado psicológico do Corinthians. Claro que irão me lembrar da final da Libertadores, quando o Boca foi batido por 2 a 0, mas ali era uma outra situação. Não era necessário vencer por dois, apenas aconteceu. Circunstância de jogo.
      Paulinho é uma das peças-chave do Corinthians. Crédio da foto: Agência CorinthiansNão à toa, Tite já começou a falar para o torcedor na entrevista coletiva depois do jogo contra o Santos. Já está pedindo paciência e apoio da torcida. Essa diferença de dois

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    • Confesso que eu não esperava tanta facilidade. O Atlético simplesmente deitou e rolou pra cima do São Paulo nas oitavas da Libertadores. Tirando o início do jogo do Morumbi, quando o tricolor partiu pra cima e teve chances para abrir o placar (e até fazer uma diferença de gols), o Galo deu um baile no tricampeão da América. Daqueles que fazem o camarada pensar: será que não está na hora de trocar tudo no clube?

      Trocar tudo é um exagero. Mas o São Paulo precisa de uma profunda transformação. E eu, diferente do que muitos pensam, não começaria pelo treinador. Ney Franco é bom técnico, pode fazer um trabalho de reconstrução interessante e, nesse momento, eu não o descartaria. A pressão será enorme, não sei se ele irá aguentar, mas eu tentaria seguir com ele.

      Rogério Ceni precisa parar. É o maior nome da historia do clube, disparado. Uma identificação com o torcedor que pode ser comparada a de Pelé com o Santos e de Zico com o Flamengo. Rogério pode – e deve – seguir como dirigente,

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    • Já era até esperado que o Barcelona não chegaria perto de ameaçar uma virada. Nem sequer imaginei, por um instante, que o Barcelona pudesse reverter os 4 a 0 de Munique. Nem assustar, como o Real fez na terça contra o Borussia. Para falar a verdade, depois que saiu a escalação do Barça sem Messi, passei a acreditar até numa nova derrota do time espanhol. Dito e feito. E eu não sou nenhum gênio.

      O Bayern de Munique é um baita time de futebol. E mais experiente, mais rodado que o jovem time do Borussia Dortmund. Foi previsível a “sentida” que o Borussia sofreu após o primeiro gol do Real Madrid na terça-feira. Isso não aconteceria com o Bayern. Por ter uma enorme vantagem e por ser – hoje – mais time que o Barcelona. Sim, hoje o Bayern de Munique é mais time que o Barça. E provou isso nos dois jogos – chocolate na Alemanha, chocolate na Espanha. E chega como favorito para a decisão, mas sobre isso falarei numa próxima oportunidade.

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    • Um jogo fantástico, emocionante. Que poderia ter sido ainda mais espetacular se o Real Madrid tivesse aproveitado as chances que teve no primeiro tempo. Imagino como ficaria o Bernabéu com o placar sendo aberto aos 15 ou 20 minutos da primeira etapa. O Real Madrid começou com um ritmo alucinante e obrigou Weidenfeller a salvar a pátria alemã em duas ou três oportunidades claras. Acabou pagando por isso.

      Como o primeiro gol só saiu aos 37 minutos do segundo tempo, virou o famoso “bumba meu boi” até o apito final. Depois do Benzema, Sérgio Ramos também marcou – mas já aos 43. Ficou a sensação de que, se o primeiro gol tivesse saído antes, o Real conseguiria a sua classificação. Assim eu penso.

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    • Dois atropelamentos. Duas locomotivas alemãs triturando os poderosos Barcelona e Real Madrid nessa primeira perna das semifinais da Liga dos Campeões. Mesmo conhecendo e acompanhando o nível do futebol alemão – principalmente desde a Copa de 2006, imagino que pouca gente pensasse que isso pudesse acontecer. E que ambas partidas teriam placares dilatados não por acasos do futebol ou da vida, mas por competência. Sim, competência. Bayern e Borussia jogaram para marcar quatro gols cada em cima dos espanhóis. Jogaram para dar show. E deram.

      Há pouco o que se fazer nos jogos de volta para Barça e Real. Jogar como se não tivesse que fazer uma goleada pode ser um caminho. Pensar em ganhar, primeiro, o jogo. De repente, fazer dois e aí, sim, tentar o milagre da classificação. No qual não creio. Honestamente, fosse eu torcedor alemão já estaria com meus bilhetes para a decisão em Wembley comprados.

      Viradas históricas podem acontecer? Claro que podem, mas quando o adversário é um grande time que

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    • Escrevo essas linhas de hoje inspirado na coluna de Lúcio Ribeiro na Folha de São Paulo dessa terça-feira. Ele fala da Libertadores das Américas – no plural, mesmo. Não apenas da América. E não posso deixar de concordar com ele. Está na hora de fazermos uma grande competição envolvendo também os EUA. E vou além do Lúcio – sugiro que entreguemos a organização aos norte-americanos. Vamos deixar logo com eles!

      A nossa Libertadores é a competição mais importante do continente? Sim. Por pura falta de opção, mas é. Está próxima de uma Liga dos Campeões da Europa? Longe, mas muito longe disso... Estamos anos, se não décadas atrasados. Ainda vivemos com a ideia de que a competição seja charmosa – quando o charme, no caso, é pau puro, violência demasiada dentro e fora do campo. A Libertadores está entregue, desde sempre, a uma Confederação retrógrada e “velha”, no pior sentido da palavra.

      O que dizer então de termos alguns participantes que, caso sejam campeões, não podem representar o

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